Uma mobilização está em curso no Vale do Paramirim, especialmente nos municípios que pertencem à Comarca. Advogados, serventuários, autoridades municipais se articulam, apresentam manifestações contrárias e no próximo dia 03 de maio, no salão do Júri, no Fórum de Paramirim, realizam um ato solene em forma de protesto, objetivando evitar a possível agregação/fechamento da Comarca de Paramirim, que compreende os municípios de Rio do Pires, Caturama, Érico Cardoso e Paramirim.
 
Esse movimento se iniciou com base em informações de que esta Comarca estaria inclusa na proposta do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), para ser eliminada e suas atividades repassadas a Comarca vizinha. O Fato ganhou repercussão com a reportagem do Jornal O Eco, que alertou sobre o risco. Servidores do judiciário, advogados, lideranças políticas e religiosas, estudantes, representantes da sociedade civil organizada e moradores se mostraram indignados e de fato preocupados com a possibilidade da perda da Comarca. "Um dos maiores retrocessos da história da Justiça na região, uma vez que as demandas reclamam por uma elevação da Comarca e não o seu fechamento". Declarou um dos mais antigos servidores do Fórum local.
 
Com esse encontro que deverá contar com representantes da OAB, Tribunal de Justiça e demais classes envolvidas, espera-se chamar a atenção de todos para que não deixem o Fórum que já existe na cidade há décadas, tendo um histórico de serviços prestados feche as portas e passe a funcionar em outra cidade, gerando um retrocesso sem preccedentes para Paramirim e demais municípios da região.
 
Caso isso venha de fato ocorrer, ficariam sem a Comarca uma população de cerca de 50 mil habitantes, toda essa população regional ficaria prejudicada diretamente, pois, não contariam mais com serviços essenciais da Justiça como o Cartório Crime, Cartório Civil, Promotoria, dentre outros.
 
Um abaixo assinado contra o fechamento da Comarca, acompanhado de diversos ofícios de Prefeitos e Presidentes de Câmaras Municipais, está sendo encaminhado para o TJ explicitando que o fechamento da Comarca irá tirar da população dos municípios, o acesso à Justiça.
 
Será um retrocesso sem precedentes, além dos transtornos de deslocamento para outro município, onerando principalmente os mais pobres, que terão que custear tais viagens em busca de atendimento judiciário, as demais Comarcas ficarão sobrecarregadas e com isso, só quem vai ficar prejudicada é a população.
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