Nossa redação foi acionada por funcionários do município de Tanque Novo com a denúncia de que atitudes de perseguição com motivações políticas, no intuito de prejudicar funcionários, estaria revoltando a população de Tanque Novo, que imaginava um novo tempo e se decepciona com os primeiros dias de governo do novo Prefeito Vanderlei.

Pelo menos é isso que diretores do sindicato dos servidores, funcionários e alguns vereadores declararam na redação do Jornal O Eco, apresentando versão repugnante de atos típicos do coronelismo, que o prefeito e sua equipe, estariam praticando desde que assumiu o poder executivo municipal.

Ao expor tais acontecimentos, a comissão de funcionários afirmou que, sob orientação de “assessores” o prefeito estaria praticando abuso de poder e ilegalidades, especialmente no que diz respeito ao quadro de funcionários.

Diz a nota: “O ano mal começou e o prefeito eleito de Tanque Novo, Vanderlei Cardoso, iniciou a sua gestão perseguindo os servidores que não trabalharam para ele nas ultimas eleições. O motivo não é a crise vivida pelos municípios brasileiros e sim Perseguição Política”.

Ainda segundo os funcionários, o primeiro ato após assumir o comando do município em janeiro de 2017, foi remanejar todos os servidores da saúde de seus locais de posse, lotados de acordo a classificação do último concurso. Não contente com essa iniciativa, o Prefeito alterou via projeto de lei enviado a Câmara de Vereadores, em ‘Caráter de Urgência’ o plano de carreira dos servidores da saúde, excluindo direitos adquiridos pelos profissionais e ampliando os gastos com servidores comissionados”, O manifesto entregue à nossa redação, ressalta que o concurso público já homologado pelo município e pelo TCM, sofre intervenção do chefe do executivo, que na calada da noite, da ultima segunda feira, 13 de fevereiro, fez publicar um decreto, instaurando processo administrativo para análise de irregularidades na realização e demais procedimentos do concurso que aconteceu em 2015, com o claro objetivo de anulá-lo.

Os servidores relatam que levaram o caso ao Ministério Público e à Câmara Municipal, além de estarem organizados para iniciarem manifestações nesta segunda e terça-feira, pois trata-se de atos de covardia e abuso de poder.

Alegam por final, que a comissão criada para a avaliação do certame é composta por correligionários do atual prefeito, por pessoas ligadas a partidos políticos, ou que ajudaram na sua eleição, inclusive com parentes que já estão trabalhando na atual administração.

Um servidor que pediu para não ser identificado relata que “o prefeito está preocupado apenas com um compromisso de campanha: encher a máquina pública com empregos”.

Nossa reportagem foi convidada e se fará presente, registrando tais manifestações e buscando ouvir também líderes dos servidores, o representante do Ministério Público e a Câmara Municipal, para que tais fatos sejam publicamente discutidos. Segundo informaram, as manifestações se iniciarão na segunda-feira a partir das 17hs, quando acontecerá concentração na Câmara Municipal e no dia seguinte, os servidores convocarão todas as entidades públicas e a sociedade do município de Tanque Novo para uma manifestação em frente ao Fórum da cidade, onde também funciona o MP.

Nossa reportagem tentou contato com o atual prefeito, para que o mesmo apresentasse a sua versão quanto aos fatos em questão. Porém até o momento do fechamento desta edição, conseguimos apenas contatar alguns vereadores via WhatsApp, inclusive com a vereadora Ana Bela, que muito gentilmente esforçou-se para que o prefeito fosse localizado, porém, segundo a mesma, não foi possível encontrá-lo. Ana Bela afirmou que não está de acordo com os atos do gestor. Segundo ela, caso haja alguma irregularidade no certame, cabe a justiça ser acionada e tomar as providências cabíveis. Fica aberto o espaço para eventuais considerações.

 

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