Após a alegria da chuva dos umbus, que trouxe esperança aos nordestinos do interior baiano, as previsões para este início de novembro não são tão animadoras, pelo menos é o que apontam os dados do Instituto Clima Tempo, que não confirma chuva até o dia 15.

"As chuvas nessa região, são geralmente, mais fortes entre outubro e janeiro, quando a zona de convergência atua de forma mais intensa. Após o fim de fevereiro, quando se encerra a quadra chuvosa, as chuvas passam a ocorrer somente em áreas de instabilidade, principalmente no sertão", afirmam os meteorologistas do Clima Tempo.

A preocupação é de que a quadra chuvosa no Vale do Paramirim e todo o sudoeste, possa sofrer alterações, como, aliás, vem ocorrendo há alguns anos, a expectativa pelo terceiro ano consecutivo é de que haja mudanças no clima e favoreça a permanência das chuvas que tanto necessitam os nordestinos. Conforme ambientalistas, o fato (Escassez das chuvas), acontece devido à diversos fatores, dentre os quais, os desmatamentos, morte das nascentes, queimadas e a degradação do meio. Tudo isso favorece a ocorrência de chuvas muitos dispersas no Sertão.

Mesmo com as chuvas dos últimos dias, o período, inspira preocupação em todo sertanejo, que observa suas reservas em níveis abaixo da média histórica, existindo casos de lagoas, tanques e cacimbas que já secaram totalmente. Um exemplo que preocupa é a Lagoa de Paramirim, um dos mais belos cartões postais, está agonizando, prestes a secar, pois, apesar de uma previsão mais otimista nos últimos dias, a chuva caiu em pouco volume, não sendo suficiente para amenizar a situação.

Em janeiro de 2014, o Clima tempo já previa que as chuvas ficariam abaixo da média em todo o estado da Bahia, com ênfase para o sertão, região mais castigada, que necessita bastante das chuvas. O órgão apontava uma probabilidade de 40% para que a quadra chuvosa não atingisse a expectativa. Porém, independente das previsões, estudos, quem comanda tudo lá do alto, pode modificar a qualquer momento e abençoar a terra com a chuva tão aguardada.

Resta ao nordestino valente, orar com fé, como sempre, rezar e se apegar ao Criador, como também se conscientizar sobre a mudança de postura, preservação, economia de água e luta por ações legais em defesa do meio em que vive.