Prefeitos e vereadores de todo país podem ganhar mais 2 anos de mandato, permanecendo 6 anos em seus respectivos cargos, caso a PEC que tramita no congresso seja definitivamente votada e aprovada.
 
Se para alguns municípios, cujos moradores acertaram na escolha do seu representante, o prefeito ou vereador está correspondendo com as expectativas, a notícia é boa, para outros, isso é nada mais que um pesadelo, aguentar prefeitos incompetentes que estão literalmente afundando alguns municípios por mais dois anos, seria insuportável.
 
Existem, aqueles candidatos declarados, que, certamente, estão detestando essa ideia, pois, já trabalham visando às eleições do ano que vem. Diante desse novo cenário que começa a se desenhar, enxergam a real possibilidade de terem que esperar mais dois anos para tentarem se eleger. Se por um lado, existem os que comemoram, agradecem aos céus caso esse fato torne-se real, por outro, os que não se conformam.
 
Ouvimos eleitores de municípios da região, comprovando tais expectativas, entusiasmo ou decepções, reportagens e uma rodada de pesquisas, serão divulgadas na edição impressa do Jornal O Eco em breve. As matérias trazem depoimentos, experiências positivas, narradas por eleitores de diversos municípios do Vale do Paramirim e Chapada, retratando também conflitos e desencantos de moradores de outros municípios, que se arrependem de terem votado nos representantes, à exemplo de Macaúbas, Ibitiara, cidades onde, para a maioria, o aumento de tempo no mandato, seria uma catástrofe.
 
 
 
Ainda este ano, os Deputados e Senadores deverão votar, definindo esse impasse, bem como, aprovarem ou não a Reforma Política.  Estes Assuntos já são destaque nos meios de comunicação do Brasil e figuram entre os mais comentados nas redes sociais.
 
O projeto de unificação das eleições, é do deputado federal Edmar Arruda e segundo ele, em entrevista a uma emissora de TV nesta semana, afirmou que os parlamentares vão aprovar o projeto. “O clima é pela aprovação”, disse.
 
Com isso, em 2018, haverá eleição única para presidente da República, governadores, deputados estaduais, federais, senadores, prefeitos e vereadores.
 
É Grande o barulho nos corredores do Congresso Nacional, por conta da unificação das eleições. Caso realmente seja aprovada, a proposta em discussão na Câmara Federal mantém em quatro anos o tempo de mandato para cargos majoritários, como presidente, governador e prefeito, mas defende o fim da reeleição para cargos do governo. Para cargos do Legislativo (Deputados, Senadores e Vereadores) a reeleição foi mantida, após os prováveis seis anos de mandato, terão direito a se candidatarem.
 
Outra novidade que está na pauta, em discussão na Câmara prevê que na eleição de 2018 o voto será facultativo, o que libera a obrigatoriedade. Também é novidade, a definição de teto de despesa para a campanha eleitoral e mudanças na forma de eleição dos deputados federais.
 
Tudo isso ocorre, num clima de fato consumado, porém, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), ainda precisará ser aprovada no plenário da Câmara em dois turnos, com 308 votos favoráveis. Só então, segue para análise do Senado. Informação vinda dos corredores palacianos da Alvorada é de que a posição real do Congresso sobre a proposta de reforma política só deve ocorrer no próximo ano.