
Querem instalar a guerra burra pela água. "Interessados" tentam proibir o acesso de pessoas com sede, enquanto fingem esquecer o mais importante de todo esse debate: "Nossos Rios Estão Morrendo! A Barragem do Zabumbão está sendo poluída diariamente com toneladas de esgoto, garimpos e lixo". Enquanto se preocupam com suas plantações e seus bois, “o problema se agrava nas nascentes!"

A questão da distribuição e do acesso à água é um problema de democracia. Enquanto não se garantir a preservação, revitalização de verdade, para que o acesso e a gestão da água siga sob supervisão e participação cidadã, continuará o lenga-lenga, a exposição ridícula de oportunistas, nas suas guerras da água para "interesses particulares”.

Os "Entendidos" batem o pé, ignorando as ações urgentes e prioritárias contra a deteriorização dos rios, córregos e lagos: “Proteger as zonas essenciais à preservação dos recursos hídricos”. Não se deve transformar uma questão social e ambiental tão delicada, em jogo de interesses particulares e políticos. A poluição, desmatamento, contaminação por produtos químicos e esgotos, deverá ser o alvo a ser combatido. "Antes de se falar em proteger os tais direitos de outorga d'água que vem dos tempos dos Coronéis," devemos nos unir pela preservação, pela saúde do Zabumbão que maltratado, agoniza. Esse sim deve ser o tema estratégico que tem repercussões humanas muito profundas.

Interessante de tudo isso, é observarmos figurinhas carimbadas, que sucumbidas no anonimato, nada produzem pelo bem da comunidade. Oportunistas que são, basta que se tenha alguma chance de aparecer e lá estão, exercendo o papel de lideranças, que irão consertar o errado, proibir isso, impedir aquilo. Onde estavam quando garimpos se instalaram nas comunidades de Barra, Paramirim das Creoulas e Morro do Fogo? O que fizeram quando o Jornal O Eco denunciou publicamente a situação dos esgotos in natura da cidade de Érico Cardoso inundando o Zabumbão?

É fácil e muito oportuno, transformar uma questão de distribuição de água para quem tem sede, numa vitrine de promoção política, profissional e pessoal. Não se nota por parte de tais figuras, ao longo da história recente, nenhuma preocupação, ou ação concreta, em defesa do meio ambiente, contra a degradação.
IRRIGAÇÃO POR INUNDAÇÃO – É COMUM NO VALE
A população atual é politizada e consciente. Lutará sim junto ao governo do estado, para que, em primeiro plano, seja concretizada a revitalização de todo o sistema, desde as nascentes até a represa, isso ocorrendo, dentro do que é legal, as discussões avançam no contexto social humanitário. Por último, deverá ser revista à questão dos direitos de irrigação, que, como todos tem conhecimento, tais propriedades, em sua maioria, utilizam a água para molhar capim.
FOTOS: OECOJORNAL E FOCADOEMVOCE
