
Fotos: Focado em Você e Facebook
Faleceu e foi enterrado neste sábado na sede do município de Paramirim uma das figuras que marcou época em sua terra, o eterno seresteiro Joaquim Araújo, carinhosamente chamado por Quinca Araújo.
O nome desse cidadão é conhecido por diversas gerações, uma vez que, sempre se fez marcante, seja nos tempos da juventude, com suas peripécias, as inesquecíveis serenatas ao lado de contemporâneos, passando pela fase adulta como referencia na música, com voz eloquente e também no futebol, sua segunda paixão, onde atuou como técnico, dono de time e incentivador até na terceira idade. Quinca tinha o prazer de buscar novos talentos, trabalhando com as crianças na sua escolinha de futebol.

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Interessante era a sua facilidade em dialogar com as pessoas, conseguia se relacionar bem desde entre os da sua época, aos pequenos atletas, com os quais ele mantinha imenso carinho e falava a língua dos jovens, sempre com um chavão por ele idealizado agradava e se mostrou um bom companheiro, possuindo milhares de amigos. Quinca foi ,sem dúvidas, um excelente pai, sempre amoroso, presente e ligado, protegendo os filhos que se criaram ao seu lado, mesmo após a sua separação conjugal.
Apaixonado pela música e o futebol, Quinca teve seu período brilhante no esporte, administrando seu time, o famoso Águia de Ouro. Presenciamos várias vezes a sua dedicação, zelo e doação. Início de campeonato era a fase de correria, agregar talentos, reunir uma boa equipe, convidar jogadores destaque em municípios vizinhos, enfim, sempre colaborou para o engrandecimento do esporte, por isso sempre teve o reconhecimento e respeito da sociedade, que em seu velório externou grande e eterna admiração.

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Quando jovem, filho de uma família tradicional, Quinca fugia aos padrões da época – gostava de viajar, conheceu diversos cantos do Brasil, viveu a vida com a intensidade que o seu coração pedia. Sentia forte paixão pela liberdade, sempre acompanhado do seu violão, liderava os grupos de boêmios que, nas madrugadas de luar, contemplando o belo vale do Paramirim, nas calçadas da matriz, abria o peito a entoar belíssimas canções que ecoavam no silêncio das noites tranquilas de um tempo que não volta mais.

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Com o passar do tempo foi amadurecendo os seus sentimentos, vieram os filhos, a responsabilidade. Trabalhou para a família, gostava de honrar com sua palavra e a cada ano aperfeiçoava as qualidades que, aliás, foram herdadas da família. Muito otimista e confiante em si, desempenhou bem sua missão.
Dono de um espírito aventureiro, mesmo com as tarefas que tinha de realizar durante o dia, em sua vida não havia espaço para a rotina. Não se separava do seu violão e o repertório romântico. Era um seresteiro da noite. Hoje está na eternidade. Fica então a saudade dos velhos e bons tempos.

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Quinca partiu em paz, deixando nos filhos, Mônica, Dinim, Pepê, Nenga e Néu, além de irmãos, sobrinhos, netos e demais familiares, a saudade que nesse momento dói. Mas, também o sentimento de eterna gratidão pelas dádivas que Deus lhes concedeu, tendo convivido com um homem simples, humilde, honesto, sentem-se honrados pelo amor dedicado e a vida que ele teve. Quinca partiu realizado por ver seus filhos bem. “AO SUBIR A MONTANHA DE MINHA VELHICE CONTEMPLO O JARDIM DE MINHA JUVENTUDE”. Descanse em paz.
Por: Samuel Rodrigues de Lima – Jornalista DRT-BA/MTE 5232
