Em entrevista coletiva, a equipe médica descartou a possibilidade de uma infecção bacteriana no cérebro e evidências de morte encefálica. Após agravamento do coma, banda Calcinha Preta suspende agenda de compromissos
A equipe médica da cantora Paulinha Abelha, do grupo Calcinha Preta, atualizou o estado de saúde da artista durante coletiva de imprensa realizada pelo Hospital Primavera, na tarde desta terça-feira (22). A cantora sergipana segue em estado grave e sem previsão de alta médica. “Na UTI a gente tinha duas vertentes: dar suporte às falências orgânicas para que não continuassem progredindo, porque ela já tinha disfunção renal e hepática. E tinha um quadro neurológico em coma profundo sem nenhum tipo de reflexo e resposta”, explicou um dos médicos presentes.
A Banda Calcinha Preta, reforçou pedidos de orações para a vocalista. Paulinha já está há 12 dias na UTI; quadro é gravíssimo
A banda Calcinha Preta suspendeu todos os compromissos, incluindo shows e agenda pública, até o dia 10 de março deste ano, em virtude da internação da cantora Paula Abelha, que permanece em coma, respirando com suporte de aparelhos e necessitando de diálise. “Certos de contarmos com a compreensão dos contratantes , fãs, jornalistas, agências de publicidade e radialistas, esperamos retomar a agenda em breve, quando houver condições para a realização dos compromissos, já que no momento tem sido humanamente impossível. Pedimos a todos para manter as orações e vibrações positivas voltadas à querida Paulinha.”
Ainda segundo os médicos, “novos exames foram realizados, o contato com o hospital prévio continua acontecendo. Repetimos a ressonância cerebral para tentar identificar o motivo do coma. Outros exames clínicos e neurológicos também foram realizados. De sexta-feira para cá o quadro neurológico segue inalterado. A alteração que conseguimos identificar na ressonância foi um quadro de inflamação da membrana que envolve o cérebro”, continuou.
Outro médico, responsável pela parte neurológica, completou: “Ela chegou em coma e continua em coma, um coma grave, profundo. A pergunta que fazemos aqui no dia a dia é: quais as justificativas de uma pessoa estar na escala mais baixa que você pode ter em uma escala de coma.”
Na coletiva, os profissionais também negaram os boatos de que o quadro neurológico de Paulinha seria irreversível. “Ela está em coma profundo, mas em nenhum momento foi falado sobre morte encefálica. O coma é uma condição potencialmente reversível. Existe um coma profundo, que traduz uma injúria encefálica severa, mas não existe um conceito de irreversibilidade ainda. Então estamos trabalhando para ver se reverte esse processo”.
Também foi mencionado a possibilidade de sequelas após uma recuperação de Paulinha, mas o profissionais optaram por não falar sobre o assunto: “Hoje nosso interesse é mantê-la viva e não está sendo fácil. Não me sinto confortável para falar sobre possibilidade de sequela em um paciente que, à princípio, nosso esforço está sendo destinado a mantê-la viva. Sequela vem mais à frente, se sobreviver”.
