Todos conhecem os benefícios incalculáveis que um sistema de canalização e tratamento do esgoto sanitário traz para a comunidade contemplada. Trata-se de uma obra de grande vulto, que merece aplausos, pois além de evitar uma série de doenças, a proliferação de insetos e roedores, limpa e organiza as vias públicas, despolui rios e lagos, com o tratamento dos dejetos que deixam de serem lançados no meio ambiente.

Gestores municipais, que demonstram compromisso com a saúde do povo e da cidade, priorizam estas ações para oferecer conforto, higiene e prevenir uma série de doenças na população. Tais iniciativas foram presenciadas ao longo destes três anos em municípios da região.

Em Paramirim, o prefeito Dr. Júlio Bernardo, que além de comandante do executivo, é médico e conhece muito bem os benefícios das obras de tratamento do esgoto doméstico, empenhou-se ao máximo para contemplar a sede do município com 100% das residências atendidas. Para tanto, consciente de que a Prefeitura seria incapaz financeiramente de arcar com as elevadas despesas das obras, buscou parcerias com o governo federal, através do Ministério da Integração Nacional e a CODEVASF, adquirindo os recursos para que tudo fosse executado de forma satisfatória.

A CODEVASF, responsável direta pela realização dos serviços, em obediência ao que determina as Leis, abriu licitação e contratou a Empresa LUCAIA, que vem recebendo vultuosas somas em dinheiro e simplesmente abandonou as obras inacabadas, com diversas ruas esburacadas, causando grandes transtornos à população.

Procurado por nossa reportagem, o prefeito Dr. Júlio, expressou a sua indignação com essa situação, informando que por diversas vezes contatou a CODEVASF e principalmente a LUCAIA, buscando solucionar o caos, provocando grandes danos aos moradores. Dr Júlio fez questão de deixar claro, que em virtude da inércia da Empreiteira LUCAIA, pretende acionar o Ministério Público, para que os responsáveis por esse descaso sejam obrigados a concluir as obras, bem como reconstruir as vias públicas danificadas.

É importante ressaltar que, a própria CODEVASF, antes de autorizar o início dos trabalhos, realizou no Centro de Cultura Nabor Caíres de Britto, uma audiência Pública, na qual se fizeram presentes os diversos segmentos sociais, discutindo cada detalhe do projeto a ser executado, inclusive assegurando aos moradores, que tudo transcorreria de acordo com o que ali foi especificado. Ou seja, tudo o que fosse danificado em função das obras, seria totalmente recuperado, sem nenhum prejuízo aos moradores. No entanto, o que se observa hoje, são ruas intransitáveis, verdadeiras crateras, bueiros abertos por diversos cantos da cidade, pavimentação totalmente irregular, lama, poeira, dentre outros problemas.

Durante os dois anos de obra, foi grande o embate da Prefeitura Municipal, da Câmara de Vereadores e da própria população buscando junto a CODEVASF e a Lucaia agilizar os trabalhos de recuperação das vias publicas atingidas pela obra.