É grave a situação de água nas comunidades de Gameleira e Várzea Redonda no interior do município de Paramirim. Atualmente estas comunidades são abastecidas por um poço artesiano, que apresenta no momento, nítidos sinais de que pode vir a secar.

Nossa reportagem recebeu denúncias de moradores das duas comunidades que aflitos com a situação pedem socorro e providências das autoridades municipais.

O Jornal O Eco procurou o prefeito municipal, para que o mesmo nos desse uma explicação sobre esse problema. O gestor afirmou que desde o ano passado, a prefeitura vem lutando junto a EMBASA, para que fosse realizada a instalação do sistema para abastecer estas importantes comunidades, um sonho do povo, que a sua gestão quer realizar, porém, apesar dos seus apelos, não obteve definição. A Prefeitura se propôs em arcar com todos os recursos, para instalar tubos e equipamentos necessários, a fim de resolver esta grave situação de Gameleira e Várzea Redonda, propondo à EMBASA, que apenas dê autorização de ligação do ramal na rede da adutora, o que não conseguiu até a data atual. Perguntado sobre a possibilidade de tráfico de influências de membros da oposição que estariam ditando as ordens junto a Direção da EMBASA, o prefeito declarou que  prefere não acreditar nessa possibilidade e que esta autorização saia o mais rápido possível, afinal, homens crianças, mulheres e até animais domésticos, não podem pagar com sofrimento, com a falta do mais precioso líquido para a sobrevivência por caprichos de alguns. O prefeito encerrou afirmando que, caso esta situação não seja resolvida até o próximo mês, tomará a iniciativa de realizar as obras de implantação do sistema e irá  ao Governador do Estado, expor a situação e pedir que ele determine a EMBASA que faça a ligação.  

Esse absurdo tem ganhado as ruas e já é um dos assuntos mais comentados na cidade e no campo, afinal, as Comunidades de Gameleira e Várzea Redonda, pertencem ao município de Paramirim, estão próximas da Barragem do Zabumbão que abastece lugares longínquos, bem como, diversos outros municípios da região, existindo inclusive projetos de canalização para  mais outras cidades, ficando o povo destas comunidades, que tem o direito legítimo à água, passando sede, sofrendo as maiores privações nesta seca inclemente, por culpa e falta de sensibilidade de uma empresa como a EMBASA, que tem o dever instituciocal de promover meios de levar água para todos.