Réu foi condenado pelo Tribunal do Júri a 40 anos de prisão e deverá indenizar em R$ 50 mil a família de Viviane Fraga Souza, morta a tiros dentro de casa em janeiro de 2025.

Carlos Eduardo Santos Oliveira foi condenado a 40 anos de prisão pelo assassinato de Viviane Fraga Souza, de 21 anos, morta a tiros em 24 de janeiro de 2025, em Caetité, no sudoeste da Bahia. A sentença foi anunciada nesta sexta feira, 14 de agosto, após o julgamento realizado no Fórum César Zama. Além da pena de prisão, o réu foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil de indenização à família da vítima. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.

O crime ocorreu no bairro Prisco Viana e, segundo as informações reunidas durante a investigação, Viviane e Carlos Eduardo haviam retornado de uma festa quando uma discussão começou dentro da residência. A jovem foi agredida e, durante o conflito, atingida por três disparos de arma de fogo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. As primeiras informações divulgadas na época apontaram que o crime teria ocorrido após uma discussão envolvendo ciúmes.

Após o assassinato, Carlos Eduardo fugiu de Caetité e passou a ser procurado pelas autoridades. Ele foi localizado e preso em 10 de fevereiro de 2025, na região administrativa de Água Quente, no Distrito Federal. A prisão foi realizada por policiais do 27º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, em uma ação que contou também com a Força Tática da Polícia Militar de Goiás. Na ocasião, ele era apontado como foragido da Justiça da Bahia e acusado de matar Viviane com três disparos.

Viviane deixou duas filhas. A mais velha tinha 3 anos na época do crime, fruto de um relacionamento anterior, enquanto a segunda, então com apenas 3 meses, era filha de Carlos Eduardo. Após a morte da jovem, as duas crianças ficaram sob os cuidados da família materna.

Com a decisão do Tribunal do Júri, Carlos Eduardo deverá iniciar imediatamente o cumprimento da pena de 40 anos, sendo encaminhado para o presídio de Brumado. A condenação encerra, em primeira instância, o processo relacionado à morte de Viviane, mas a defesa ainda poderá apresentar recurso contra a sentença. O caso, que provocou comoção em Caetité, teve como vítima uma jovem de apenas 21 anos, cuja morte deixou duas crianças sob os cuidados da família materna.