Os professores da Rede Estadual de ensino do estado da Bahia ,  que se encontram em Greve há mais de 15 dias,  receberam o apoio dos colegas da cidade de Paramirim. Tendo os mesmos realizado uma manifestação no último dia 27 de abril, que contou com a solidariedade de funcionários e alunos. Juntos desfilaram pelas ruas da cidade em protesto aos baixos salários pagos pelo governo do Estado.

Segundo o APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia) coordenador  da mobilização, esta greve só acabará quando houver reajuste de 22,22% no salário, que deve ser concedido pelo governo.
“A greve foi considerada ilegal pela Justiça baiana na última sexta-feira (13), mas o sindicato da categoria, APLB, entrou com recurso contra a decisão. A Secretaria de Educação do Estado informou que o piso para os professores com curso superior na Bahia é mais alto do que em Estados mais desenvolvidos economicamente, como São Paulo e Rio, que a categoria recebeu, nos últimos três anos, 30% de aumento salarial acima da inflação. Além disso, a Secretaria emitiu comunicado convocando os professores a retornar às unidades de ensino.”
Mas, APLB resiste e contesta tais dados,  já declarando que permanecerá na luta pelos direitos dos professores.

Neste momento, é bom que se compare a postura do estado, detentor de grandes repasses de impostos, com a conduta de municípios que pouco arrecadam e, mesmo assim, cumprem com o que determina a Lei, pagam o piso nacional e vão inclusive além, como é o caso de Paramirim, que remunera dignamente os seus profissionais da rede municipal de educação, valorizando a classe e incentivando a melhoria gradativa e constante do ensino no município.

O que se lamenta, é exatamente a perca dos estudantes que, dificilmente terão repostas as aulas perdidas, caso isso ocorra, será de forma compensatória, ou seja, não conseguirão os alunos acompanharem matérias que foram prejudicadas com a paralisação.