Independentemente dos escolhidos hoje, O Eco seguirá ao lado da Bacia do Paramirim, cobrando os direitos que nossa gente espera há décadas. A Bacia do Paramirim chega às urnas neste domingo carregando muitas carências, antigas esperas e uma certeza. A eleição termina, mas a nossa luta continua.
Independentemente dos nomes que saírem vencedores das urnas, eleitos ou reeleitos, O Eco continuará cobrando aquilo que não deveria ser favor, promessa de campanha ou moeda política. Continuaremos defendendo o direito da nossa gente à saúde de média e alta complexidade, a UTIs, a um centro de hemodiálise, a um Hospital Regional digno desse nome, a uma universidade pública, ao IFBA, à conclusão das tantas obras iniciadas e ainda inacabadas, à geração de emprego, renda e oportunidades para que nossos jovens possam construir o futuro sem precisar abandonar sua terra.
Nossa região tem potencial. Tem água, produção, riquezas naturais e, acima de tudo, gente trabalhadora. O que não podemos aceitar é que continue faltando aquilo que outras regiões conquistaram há décadas.
Por isso, quando as urnas forem fechadas e as comemorações terminarem, começará outra etapa. Deputados, senadores e o governador escolhidos pelo povo encontrarão neste jornal a mesma disposição de sempre para reconhecer avanços, mas também para cobrar promessas, confrontar autoridades com a realidade e exigir respostas quando elas não vierem.
Não importa quem esteja no poder. O compromisso do O Eco não é com governos, partidos ou grupos políticos. É com a nossa região e com a nossa gente.
Há 30 anos escolhemos não fazer do silêncio uma conveniência. Vivemos aqui, conhecemos as estradas, as distâncias e o sofrimento de quem precisa viajar centenas de quilômetros em busca de tratamento médico, de quem sonha com uma universidade próxima de casa e de quem espera oportunidades para permanecer no sertão.
É dessa realidade que nasce a nossa autoridade para cobrar. Hoje, o povo escolhe seus representantes. Amanhã, continuaremos fazendo a nossa parte. Com independência, coragem e a firmeza de sempre. Porque governos passam, mandatos terminam e eleições se sucedem. A Bacia do Paramirim fica e O Eco continuará aqui, ecoando a voz de quem ainda espera.
