Depois de muita agonia, tristeza nos olhos do povo, preocupação até com a água para o consumo humano, como foi o caso da maior barragem da região (O Zabumbão), que agonizava. Enfim, o nosso Deus poderoso, olhando do alto dos céus, ouviu o clamor do seu povo e mandou chover neste pedaço de chão.
Foi chuva muita, chuva fina, chuva grossa, enxurrada correndo para socorrer a Lagoa da cidade de Paramirim que de tão seca teve os seus peixes quase totalmente exterminados. Choveu na cidade, choveu na roça, choveu em toda a região.
Os umbuzeiros carregados a caatinga deslumbrante, o verde por toda a parte alegra o coração do sertanejo, que também alimenta a esperança, plantando o milho e o feijão. Uma simples viagem pelo interior do sertão, torna-se diversão prazerosa, percebe-se que já há água nos tanques, capim brotando, pássaros em algazarra, fazem festa nos vales chapadas e montes.
Não somente o agricultor, o pequeno pecuarista, como também o comerciante, o empresário, o jovem, o adulto, as crianças, todos no sertão sentem-se aliviados e esperançosos, pois por aqui a chuva ainda representa a certeza de melhores dias, de fartura na mesa, reunião de famílias, festa para receberem de volta os seus filhos e pais que com a seca inclemente, há meses estavam no sul do país em busca do pão.
Ainda não se pode dizer que tudo está resolvido, será necessário mais precipitações, porém, as previsões são animadoras e como bem disse o poeta Luis Gonzaga, ‘Se a safra não atrapalhar os planos, vai ter casamento e muita festa na roça neste final de ano”
