Colapso da saúde por COVID-19 pode resultar em hospitais da capital e do interior lotados. Casos ativos ultrapassaram 20,5 mil e governo luta por vacina.
Dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) atualizados na noite deste sábado comprovam o avanço da pandemia no estado. São 20.582 casos ativos da doença atualmente. Margem semelhante havia sido registrada pela primeira vez no início de maio de 2020 e pela última na segunda quinzena de julho do mesmo ano. Entre sexta e sábado, 104 novos óbitos foram registrados – ocorridos em datas diversas. O total de mortes acumuladas desde o início da pandemia é de 11.729. Quanto as infecções, o total de casos registrados até este sábado é de 680.904.
A Bahia também atinge neste momento um dos piores índices relativos à ocupação de leitos de UTI. São 933 pacientes com quadros graves da Covid-19. Destes, 24 são crianças. Em leitos clínicos, são 657 pessoas em internamento – 35 são crianças. 100% dos hospitais particulares de Salvador estão lotados e os hospitais públicos também estão chegando ao limite. Esforços para a reabertura de hospitais de campanha estão sendo feitos. No entanto, são medidas paliativas, como disse o Secretário Léo Prates.
“O próximo capítulo ninguém quer ver, que é o colapso do sistema de saúde. O que é o colapso, pra falar com clareza para as pessoas? Você vai precisar de atendimento de AVC, e não vai ter. Você vai ter infarto e vai morrer em casa. Então nós precisamos da colaboração das pessoas pra que isso não ocorra”, declarou. Caso a população ignore as medidas sanitárias de prevenção à doença, a exemplo do decreto de toque de recolher, o esgotamento das vagas será iminente, de acordo com o secretário.
“Eu apelo às pessoas para que mantenham o distanciamento social. É o único capítulo que nós temos de liberdade, essa ampliação dos leitos de UTI e essa manobra que nós estamos fazendo nesse momento”, disse Prates. Atualmente, mais de 96% das UTIs em todo o estado estão ocupadas e sob risco iminente de saturação.
O Governador Rui Costa, que se empenha desde o início na luta contra a infecção generalizada, vai reabrir dois hospitais de campanha e foca nas negociações para a compra da vacina Sputnik V, além de outras que estiverem disponíveis no mundo. “O problema maior, além da ignorância de uma grande parcela da sociedade que não respeita o distanciamento, é a escassez e a grande demanda pela vacina. Existem diversos governadores e prefeitos querendo comprar, no entanto, a oferta não é suficiente”. disse.
