Explosões e ataques aéreos atingem Caracas e outras cidades, governo venezuelano fala em agressão, e destino do presidente ainda é incerto
Os Estados Unidos realizaram na madrugada deste sábado (3) uma série de ataques militares na Venezuela que desencadearam explosões em Caracas e em diversas regiões do país, em uma escalada dramática das tensões entre as duas nações. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou em suas redes sociais que as forças americanas executaram um “ataque de grande escala” e teriam capturado o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, removendo-os do território venezuelano. Trump afirmou que a operação foi conduzida em coordenação com forças de segurança dos EUA, mas até o momento não foram divulgados detalhes independentes sobre o paradeiro de Maduro e da primeira-dama ou evidências públicas que confirmem formalmente a captura anunciada.
Relatos de moradores e de veículos de imprensa registraram explosões e aeronaves sobrevoando a capital venezuelana nas primeiras horas da manhã, com cortes de energia registrados em vários bairros e pânico entre a população. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram aeronaves e colunas de fumaça sobre Caracas, e o governo venezuelano confirmou que as ações militares também atingiram estados como Miranda, Aragua e La Guaira.
Em resposta aos ataques, o governo de Nicolás Maduro emitiu um comunicado oficial qualificando a ofensiva como uma “agressão militar” que viola a soberania e os princípios da Carta das Nações Unidas, denunciando que locais civis e militares foram atingidos e que a medida representa uma ameaça à paz regional. As autoridades venezuelanas também declararam estado de emergência, convocaram a mobilização social e política e advertiram que as ações dos Estados Unidos podem colocar em risco a vida de milhões de pessoas.
A escalada ocorre em um contexto de tensões prolongadas entre Washington e Caracas, que se intensificaram ao longo de 2025 com ofensivas americanas que incluíram sanções econômicas e ataques a embarcações que os EUA diziam estar ligadas ao tráfico de drogas. O governo Trump vinha pressionando Maduro por meio de medidas econômicas e militares, alegando combater o narcotráfico e, em declarações mais antigas, responsabilizando o regime venezuelano por fluxos de drogas rumo aos Estados Unidos.
Apesar das declarações de Trump sobre a captura do presidente venezuelano, autoridades de Caracas não reconheceram oficialmente que Maduro foi detido ou removido, e ainda não há confirmação de fontes diplomáticas ou internacionais sobre o destino do líder e de sua família. A ausência de informações verificáveis até o momento mantém incertezas sobre a situação real de Maduro após os ataques.
O episódio promete gerar repercussões políticas e diplomáticas intensas nas próximas horas, com expectativa de pronunciamentos oficiais adicionais por parte dos Estados Unidos e reações de governos na América Latina e em outros países que observam com preocupação o aumento das hostilidades. A comunidade internacional monitora atentamente os desdobramentos, enquanto a Venezuela enfrenta uma das maiores crises de sua história recente.
