Investigação revela que grupo ameaçava médico e esposa para tomar bens; operação desmonta esquema com movimentação estimada de R$ 90 milhões
Uma operação policial surpreendeu a Bahia, quando uma família foi presa no fim de semana em um sítio em Jequié, no centro-sul do estado, suspeita de comandar um esquema de agiotagem que envolvia extorsão, lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem econômica. No imóvel onde estavam, os investigadores encontraram mais de R$ 3 milhões em espécie, joias avaliadas em cerca de R$ 500 mil e uma frota de 30 carros, além de sete armas de fogo, entre pistolas, revólveres e carabinas.
Os detidos são três homens, um pai de 55 anos e dois filhos, de 36 e 27, que agora responderão por vários crimes, como extorsão, posse ilegal de armas, lavagem de dinheiro e delitos contra a ordem tributária e econômica. Segundo as investigações, esse grupo exigia de um médico e de sua esposa, residentes em Vitória da Conquista, a entrega de veículos e imóveis avaliados em cerca de R$ 3 milhões, fazendo uso de ameaças e intimidações.
Além disso, três imóveis que estavam em fase de transferência tiveram suas matrículas bloqueadas por determinação da Justiça, diante da suspeita de que documentos falsos estariam sendo usados para permitir empréstimos fraudulentos em instituições financeiras. De acordo com as apurações, em um período de apenas cinco anos o grupo movimentou cerca de R$ 90 milhões por meio de contas bancárias pessoais.
A ação, batizada de Operação Gypsy, reuniu cerca de 40 policiais e envolveu o Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Vitória da Conquista (DRFR), com apoio da delegacia local em Jequié e de unidades regionais de polícia do interior. Os responsáveis serão levados à Justiça para responder pelos crimes investigados, e os bens apreendidos poderão servir como parte do ressarcimento às vítimas, caso seja confirmada a atuação criminosa.

