Nossa homenagem nesta coluna vai para uma pessoa simples, humilde de verdade, que aprendeu desde cedo a enfrentar as agruras que a vida lhe impôs, mais uma mulher de fibra, uma alma generosa, que não deixou que as pancadas e os tropeços do caminho lhe endurecesse o coração, como, aliás, acontece com muitos que se fecham para a solidariedade.
Esta pessoa da qual falamos, não é da nossa região, porém, quis o destino, que esta verdadeira mãezona, em busca de uma vaga de emprego na capital soteropolitana, cruzasse a sua vida, o seu cotidiano, com o de um grupo de jovens paramirinhenses cheios de sonhos, os estudantes/residentes no CESUPA – Residência Estudantil de Paramirim em Salvador.
Dona Márcia, a nossa homenageada, foi contratada como cozinheira daquela casa, ali passou a conviver com as dificuldades de cada adolescente, as suas saudades da família, os problemas de relacionamentos e aos poucos foi participando, orientando, apaziguando discussões, enfim, quando percebeu, já não era apenas uma funcionária que foi contratada pela Prefeitura de Paramirim. Dona Márcia é ao mesmo tempo a mãe, a conselheira, a psicóloga, a amiga e confidente de cada um dos residentes. O ponto de apoio e referência, o ombro amigo. Essa mulher meiga e bondosa, comprou a causa daqueles jovens, ao ponto de em momentos de crise financeira, o que não é raro naquele lar, já foi capaz de contribuir com o pouco que ganha, ou trazer de casa, complementos para que a alimentação dos estudantes não fosse comprometida.
Por tudo isso que apuramos, histórias emocionantes que ouvimos, depoimentos colhidos de residentes nas nossas visitas à Salvador, pela sua abnegação e espírito de generosidade. Receba através deste veículo de comunicação, o nosso muito obrigado, a gratidão de todos os pais de estudantes e de todos os moradores desta terra pelo que fez e fará de bem por nossos futuros doutores. Que Deus lhe abençoe.