Com novas adesões de prefeitos, governador da Bahia consolida base aliada; Rui admite disputar vaga no Congresso, e Lula reafirma intenção de continuar à frente do país.
O cenário político baiano e nacional aponta para um momento de estabilidade e fortalecimento do grupo liderado pelo PT. Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues vive uma fase de franca ascensão política, marcada por contínuas adesões de prefeitos e lideranças, inclusive de antigos aliados de ACM Neto. No plano federal, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, já admite disputar uma vaga no Congresso Nacional em 2026, enquanto o presidente Lula reafirma sua disposição para concorrer à reeleição, pavimentando o caminho para o quarto mandato presidencial.
Na última terça-feira (8), o prefeito de Serra Preta, Franklin Leite (Avante), declarou total apoio a Jerônimo Rodrigues, mesmo tendo sido oposição em 2022. “A gente tá aqui pra ser mais um soldado do governo”, afirmou Leite durante audiência com o governador. Acompanhado por uma comitiva de mais de 20 pessoas, incluindo vereadores e o presidente da Câmara Municipal, a adesão simboliza mais uma conquista política para o petista, que vem ampliando sua base com habilidade e diálogo.
O movimento faz parte de um esforço contínuo de Jerônimo, que intensificou agendas pelo interior baiano durante o período junino. Em apenas algumas semanas, o governador visitou 31 municípios e se reuniu com mais de 90 prefeitos, incluindo nomes que apoiaram a oposição na última eleição, como Zé Cocá (Jequié) e Ednaldo Ribeiro (Cruz das Almas). A agenda, além de institucional, foi também uma demonstração de força política e de abertura ao diálogo com diferentes espectros partidários.
Enquanto isso, em Brasília, Rui Costa passou a adotar um tom mais direto sobre seu futuro político. Em entrevista recente, o ministro afirmou estar à disposição para disputar uma cadeira no Congresso Nacional em 2026. “Se eu serei candidato a alguma coisa, será no ano que vem”, afirmou Rui, que evita antecipar decisões, mas já se coloca como pré-candidato, com possibilidade de integrar uma “chapa puro-sangue” na Bahia. Ele também descartou, de forma categórica, qualquer retorno ao governo estadual. “O candidato é Jerônimo Rodrigues, isso eu posso afirmar hoje”, garantiu.
No cenário nacional, o presidente Lula já sinalizou com firmeza sua intenção de disputar a reeleição em 2026. A confirmação veio em declarações recentes à imprensa e durante evento da Petrobras, no início de julho. “Se tudo estiver como eu penso, o Brasil terá pela primeira vez um presidente eleito quatro vezes”, disse o petista, deixando claro que pretende continuar liderando o país.
Se concretizada, a reeleição de Lula poderá levá-lo a um total de 16 anos no comando do Brasil, consolidando-se como uma das figuras mais longevas e influentes da política nacional, atrás apenas de Getúlio Vargas em tempo de poder. O movimento tem implicações diretas nas estratégias estaduais e reforça o alinhamento entre as lideranças baianas e o projeto nacional do PT.
Diante desse panorama, o grupo político de Jerônimo, Rui e Lula se mostra coeso e em sintonia, apostando em articulação, entregas e diálogo como pilares para manter o protagonismo tanto na Bahia quanto no Brasil. A soma de apoios regionais, a preparação para as eleições de 2026 e a firmeza no discurso de continuidade indicam que o projeto petista segue firme, com fôlego renovado e cada vez mais respaldo popular e institucional.






