A Pesquisa confirma avanço e consolidação de Lula, impulsionado pelo clamor popular em defesa do Brasil. Tendência de alta deve se manter com o sentimento popular de apoio à defesa da soberania nacional
Mesmo sob o impacto do recente tarifaço e das pressões externas lideradas pelos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra avanço consistente nas intenções de voto e mantém vantagem sobre todos os adversários nos cenários para as eleições presidenciais de 2026. É o que revela a nova pesquisa AtlasIntel, divulgada em parceria com a Bloomberg.
O levantamento mostra que a resistência do governo às tentativas de chantagem e às medidas protecionistas impostas pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, que afetam diretamente setores estratégicos do Brasil, parece ter gerado efeito positivo na percepção popular. Analistas avaliam que, à medida que Lula e sua equipe mantêm firmeza na defesa da soberania nacional, parte significativa dos eleitores indecisos e até mesmo de apoiadores de outros candidatos tende a migrar para o campo petista, entendendo que essa é a via mais eficaz para proteger os interesses do país.
No 1º turno, Lula lidera com folga os três cenários em que seu nome é incluído. No principal quadro contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), o petista subiu de 44,8% em junho para 48,5% em julho, ampliando a distância para o adversário, que recuou de 34% para 33%. Cenários contra Michelle Bolsonaro (PL) e demais postulantes da direita repetem a tendência de crescimento do presidente.
Nos sete cenários testados para o 2º turno, Lula venceria todos os adversários — incluindo Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Eduardo Leite. As maiores margens aparecem contra Eduardo Leite (49,6% a 25,7%) e Ratinho Jr. (50,5% a 39,7%). Mesmo nos confrontos mais acirrados, como contra Tarcísio e Jair Bolsonaro, Lula mantém vantagem estável de 3,8 pontos percentuais.
A pesquisa ouviu 7.334 eleitores entre 25 e 28 de julho, com margem de erro de um ponto percentual, e confirma um momento de alta para o presidente. Além de resistir às adversidades econômicas e políticas, Lula parece capitalizar o discurso de defesa da autonomia nacional, transformando ataques externos em combustível para consolidar sua liderança rumo a 2026. A tendência é que esse cenário se fortaleça à medida que o sentimento popular de apoio à defesa do país continue a crescer.
