Presidente lidera em todos os cenários de segundo turno e consolida imagem de candidato natural à reeleição
Uma nova pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg divulgada no dia 24 de outubro mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém larga vantagem sobre seus possíveis adversários nas eleições presidenciais de 2026. O levantamento, realizado entre os dias 15 e 19 de outubro ouviu 14.063 pessoas, com margem de erro de um ponto percentual, indica que Lula venceria todos os nomes testados em cenários de segundo turno.
De acordo com os números, o presidente teria 52% das intenções de voto contra 44% do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a mesma diferença sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Lula aparece com 52% contra 43%. Em disputas com nomes menos conhecidos nacionalmente, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema e o de Goiás, Ronaldo Caiado, a vantagem de Lula cresce ainda mais: 52% a 35% e 52% a 36%, respectivamente. Mesmo diante do governador do Paraná, Ratinho Júnior, Lula mantém vantagem de 51% a 37%.
Esses números mostram que, a menos de um ano do início oficial do período eleitoral, o presidente se mantém como o nome mais competitivo na corrida pela sucessão de 2026. O favoritismo se deve a uma combinação de fatores: o peso político que Lula ainda exerce após décadas de vida pública, a estabilidade relativa de seu governo e a falta de um nome da oposição capaz de unificar o campo conservador.
Nos últimos meses, a avaliação do governo Lula apresentou sinais de melhora, o que reforça sua posição diante do eleitorado. Mesmo com críticas e desafios na economia, parte expressiva da população continua associando o atual presidente à geração de empregos e ao aumento do poder de compra, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde o petista mantém bases eleitorais historicamente sólidas. Em estados como Bahia, Pernambuco e Ceará, Lula costuma registrar índices de aprovação superiores à média nacional, o que explica sua força política no interior nordestino.
Por outro lado, a pesquisa também revela que há margem para mudanças até o pleito. Ainda existe um número considerável de eleitores indecisos ou dispostos a votar em branco e nulo, principalmente em disputas com candidatos menos conhecidos. Além disso, a situação econômica do país e o comportamento dos adversários ao longo de 2026 podem influenciar o cenário. Nomes como Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro ainda tentam consolidar suas imagens em nível nacional, e eventuais crises ou escândalos podem alterar o quadro de intenções de voto.
Mesmo assim, o levantamento indica que, neste momento, Lula é o principal favorito à reeleição. Sua vantagem em praticamente todos os cenários e a ausência de um adversário forte o colocam em posição de destaque. Para os aliados do presidente, a pesquisa é motivo de otimismo e um sinal de que o governo deve seguir investindo em programas sociais, especialmente no Nordeste, região que mais apoia o petista. Já para a oposição, o resultado serve de alerta, será preciso construir uma alternativa sólida e convincente para enfrentar o atual chefe do executivo nas urnas.
Com os números da Atlas/Bloomberg, o cenário de 2026 se desenha com Lula no centro do jogo político, cercado de adversários ainda em busca de espaço e de uma narrativa capaz de romper sua vantagem histórica junto ao eleitor nordestino e às classes populares.
