Vítima alertou para a família de paciente que criança poderia estar sendo abusada
Na proporção em que avançam as investigações policiais sobre o assassinato do médico pediatra Júlio César de Queiroz Teixeira, que foi morto com tiros a queima roupa enquanto atendia em consultório na cidade de Barra, mais fortes são os indícios de que a motivação seria uma denuncia de abuso contra menores no ano de 2016. O crime, que chocou a cidade de Barra, no Oeste do estado e toda a Bahia, aconteceu na manhã desta quinta-feira (23). As informações foram divulgadas na TV Bahia, no Bahia Meio Dia, neste sábado (25).
Segundo a reportagem, o médico alertou para uma família de um dos pacientes que ele atendeu no município de Buritirama, no Oeste, que a criança poderia estar sendo vítima de abuso sexual. Na época, ele foi ameaçado, mas não registrou queixa. O fato foi relatado por um familiar do médico para a polícia e está sendo investigado.
Júlio César trabalhava em uma clínica particular da cidade de Barra. Logo após um paciente deixa o consultório, por volta de 8h30, um homem invadiu o local e atirou várias vezes contra o médico, que era pediatra e também prestava serviços como ultrassonografista. Em seguida, o criminoso fugiu do local em uma moto.
O médico foi socorrido às pressas por outros funcionários da clínica e levado para o Hospital de Irecê. Ele foi baleado na cabeça, e não resistiu.