Com a greve deflagrada pelos Policiais Militares, que reivindicam com toda razão, não somente o aumento de salários, como também o ressarcimento de prejuízos trabalhistas acumulados ao longo de anos pelo descaso com a categoria.
Apesar da justiça considerar a greve ilegal, é cada hora maior a adesão de policiais ao movimento. Inicialmente, somente a capital do Estado da Bahia (Salvador), sofria com a paralisação. Com o passar dos dias, os acontecimentos mostrados, as atitudes do Governador e demais autoridades que tentam abafar a mobilização, crimes vem acontecendo e já contabilizam mais de 100 vítimas fatais em todo o estado.
Os arrastões, conflitos, assaltos e toda confusão causada por esse impasse, que somente vinham ocorrendo em Salvador, agora toma as principais cidades, à exemplo de Feira de Santana, Itabuna, Jequié, Juazeiro e o medo se expande para cidades de menor porte, onde órgãos públicos, estabelecimentos de ensino e outras instituições, além do comércio, começam a fecharem suas portas.
Apesar dos Batalhões regionais não terem aderido integralmente às manifestações, as agências bancárias, especialmente o Banco do Brasil, ordenaram nesta segunda-feira, o fechamento das suas unidades nas cidades de Caculé, Bom Jesus da Lapa, Brumado, Livramento de Nossa Senhora, Macaúbas, Paramirim, dentre outras da região.
Estas atitudes de prevenção, aumentam o pânico os boatos de crimes e vandalismo nas pequenas cidades, causam medo na população, que, já sentia-se insegura com o aumento da violência, provocam o esvaziamento das ruas, cresce a atenção e cuidados com jovens e crianças, que passam a ficar em casa com a paralisação da PM.
É necessário uma decisão rápida, que ponha fim nesta greve e consequentemente no impasse que se agiganta e pode parar toda a Bahia a partir desta terça-feira, caso não se encontre uma fórmula para um acordo que agrade ambas as partes e a população possa voltar a sua rotina normal.
