As mortes de Antônio Jorge e Edinalva Araújo Cruz deixam um vazio na sociedade paramirinhense e reforçam o legado de fé, amizade e dedicação ao próximo.
A cidade de Paramirim viveu um fim de semana de profunda tristeza e reflexão com a perda de duas personalidades que marcaram suas trajetórias pelo compromisso com a comunidade, pela amizade e pelo exemplo de vida. As despedidas de Antônio Jorge e Edinalva Araújo Cruz, conhecida carinhosamente como Dinalva, deixaram a população consternada e unida em sentimentos de solidariedade às famílias e de reconhecimento pelos serviços prestados por ambos à sociedade paramirinhense.
Edinalva Araújo Cruz foi uma mulher cuja existência esteve profundamente ligada à fé, à caridade e ao cuidado com o próximo. Pessoa de vida digna, amiga e solidária, desfrutava das mais elevadas considerações da sociedade local. Religiosa e devota, era presença constante nas atividades da igreja católica, participando ativamente de pastorais e movimentos paroquiais, sempre disposta a colaborar e servir. Dinalva construiu ao longo da vida uma extensa rede de amigos em todo o município, resultado natural de uma personalidade generosa e acolhedora. Aqueles que conviveram com ela a descrevem como alguém que parecia ter vindo ao mundo com o propósito de ajudar, aconselhar e oferecer apoio a quem precisasse. Sua partida ocorreu de forma marcante e simbólica, enquanto assistia à missa dominical, momento de recolhimento e comunhão com Deus que fazia parte de sua rotina espiritual. Para muitos, a forma como se despediu da vida terrena reforça a imagem de uma mulher de fé, cuja trajetória foi dedicada à prática do bem. Fica o legado de humanismo, de amizade e de dedicação constante às causas sociais e religiosas do município. Que Deus conforte o coração do seu pai, Raimundo, irmãos, familiares e amigos, pois a partida de Dinalva, enquanto estava contrita em oração, certamente abriu para ela as portas do céu.
Também causou grande comoção a morte de Antônio Jorge Viana, empresário respeitado e figura conhecida em toda a região do Vale do Paramirim. Homem de bem, construiu ao longo de sua vida uma reputação baseada na seriedade, na amizade e no respeito. Sua atuação ultrapassou o campo empresarial, alcançando também a vida pública e política do município. Antônio Jorge participou diretamente de momentos e decisões que ajudaram a moldar e transformar o sistema político e administrativo de Paramirim, sendo reconhecido como uma figura influente e respeitada em diversas cidades da região. Ao longo de sua trajetória profissional, cultivou laços profundos de amizade e consideração com clientes, parceiros e amigos, sempre pautando suas relações pela confiança e pela palavra firme. Tõe Jorge, como era conhecido por muitos, integrou uma geração de intelectuais formados na escola de Dr. Aurélio Rocha, grupo que reuniu nomes importantes da história local, entre eles Tõe Araújo, Tõe de Elita, Gilberto Brito e Dr. Epaminondas, personagens que contribuíram de maneira significativa para a construção da identidade cultural e política do município.
A partida dessas duas figuras representa uma perda sensível para Paramirim. Cada um à sua maneira construiu histórias de dedicação, amizade e serviço que permanecem gravadas na memória coletiva da comunidade. O jornal O Eco externa seus mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos, em especial à viúva de Antônio Jorge, professora Fifi, aos filhos Sheila e Alisson, ao genro, à nora e aos netos, rogando ao Criador que conforte os corações enlutados neste momento de dor. Em meio à tristeza das despedidas, permanece a certeza de que os exemplos de vida deixados por Antônio Jorge e Edinalva Araújo Cruz continuarão inspirando gerações e fortalecendo os valores de solidariedade, fé e compromisso com a comunidade que sempre marcaram suas trajetórias.
