Levantamento técnico com 383 moradores revela cenário dividido, com aumento das avaliações intermediárias e crescimento da percepção de estagnação e insatisfação
A mais recente pesquisa de opinião divulgada pelo jornal O Eco revela um quadro de atenção para a administração municipal de Caturama no primeiro ano de governo do prefeito Antônio Leão. Realizado com 383 moradores da sede e das comunidades rurais, o levantamento seguiu metodologia científica rigorosa, utilizando amostragem estratificada com alocação proporcional e questionário estruturado, que foi aplicado entre os dias 24 e 25 e novembro. Trata-se de procedimento semelhante ao adotado pelo jornal em pesquisas anteriores, incluindo a que antecipou com precisão o resultado das eleições de 2024, quando Leão liderava com 78% dos votos válidos na sondagem do O Eco (VEJA MATÉRIA AQUI) e acabou eleito com 81,54% dos votos válidos,( VEJA RESULTADO DA APURAÇÃO 2024 AQUI) apoiado pelo então prefeito Paulo Mendonça. Agora, entretanto, os números indicam um ambiente mais fragmentado e menos favorável do que o observado no período eleitoral.
Na avaliação geral da atual gestão, 14% consideram o governo “ótimo” e 19% o classificam como “bom”, totalizando 33% de aprovação. Já 36% avaliam como “regular”, porcentual que se destaca como a maior fatia e evidencia um contingente expressivo de cidadãos que reconhecem avanços apenas parciais ou ainda não percebem resultados consistentes. As avaliações negativas somam 26%, divididas entre 15% que consideram a gestão “ruim” e 11% que a avaliam como “péssima”, enquanto 5% não souberam responder. Embora não represente rejeição majoritária, o volume de críticas acende um sinal de alerta por surgir ainda no início do mandato.
Quando os entrevistados foram questionados se Caturama melhorou, permaneceu igual ou piorou com a nova gestão, 39% afirmaram que houve melhora, enquanto 28% consideram que tudo permanece na mesma. Outros 26% dizem que a cidade piorou, percentual praticamente alinhado ao índice das avaliações negativas. A presença de um grupo significativo que não percebe mudanças com mais de um quarto do eleitorado, indica que a administração ainda não consolidou sua imagem como agente de transformação. Ao mesmo tempo, o resultado mostra que a percepção de melhora existe, mas não de forma dominante ou capaz de neutralizar totalmente o aumento das opiniões críticas.
A satisfação com o desempenho da gestão reforça esse cenário dividido. Entre os entrevistados, 38% dizem estar muito satisfeitos, mas 39% afirmam não estar satisfeitos, configurando praticamente um empate. Outros 13% relatam satisfação média, sinalizando que parte da população reconhece entregas parciais ou avanços limitados. O índice de 10% de pessoas que não souberam avaliar, o mais alto entre todas as perguntas, sugere falta de clareza sobre as ações do governo ou ausência de impacto direto percebido por esse grupo.
Na dimensão mais pessoal, sobre como a administração impactou a vida dos entrevistados, 41% afirmam ter sentido impacto positivo, enquanto 22% relatam impacto negativo. Para 31%, a gestão não impactou em nada seu cotidiano, número expressivo que evidencia um alcance limitado das ações municipais em algumas áreas ou regiões. Outros 6% não souberam responder, esse é o único conjunto de dados em que o impacto positivo aparece numericamente à frente da soma de neutros e negativos, embora ainda sem ampla vantagem.
A análise consolidada dos resultados indica que, embora o prefeito Antônio Leão mantenha um contingente relevante de apoio, há sinais claros de erosão em relação ao entusiasmo registrado na campanha. As faixas intermediárias, como “regular”, “na mesma”, “não impactou”, surgem com força, sugerindo que parte considerável da população aguarda resultados mais concretos e transformações mais perceptíveis. Não se trata de rejeição ampla, mas de um desgaste precoce que, se não revertido, pode influenciar a estabilidade política do governo no médio prazo. Os dados revelam, portanto, um cenário de alerta, o governo preserva suporte importante, mas já enfrenta divisão significativa de opiniões, com avanço de percepções de estagnação e insatisfação. As próximas pesquisas indicarão se essa tendência se estabiliza, cresce ou se pode ser superada por uma melhora de desempenho administrativo nos próximos meses.
