Nossa reportagem percorreu diversos municípios da Chapada Diamantina, Serra Geral e especialmente do Vale do Paramirim, sentindo de perto a real situação das administrações municipais neste difícil momento que marca o início das gestões  começadas em 2013.

Os prefeitos reeleitos, mesmo tendo sido escolhidos pela maioria para continuarem nos cargos, apesar das experiências  adquiridas e de uma programação idealizada, não contavam com agravantes que literalmente engessaram os mandatos, à exemplo da constante queda de arrecadação, a qual vinha achatando projetos, dizimando sonhos de realizações e que tem agora o seu ponto crítico em 2013. A centralização dos recursos pelo governo federal, é sem dúvidas a maior covardia já praticada contra os municípios há alguns anos, para piorar, a Presidenta Dilma, no ato de pura insensatez, querendo maquiar uma realidade da economia e beneficiar apenas indústrias , isenta o IPI por um longo período,  imposto que é uma das principais fontes de recursos repassados aos municípios. Aí a crise se agravou a cada mês, tendo o seu reflexo mais forte em janeiro, quando, com o aumento de salário, os prefeitos reeleitos estão sendo obrigados a fecharem as portas para ajustes, cancelarem inclusive festas tradicionais como o carnaval, para não serem  incriminados pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Uma decisão acertada que já agradou a maioria dos moradores, pois os mesmos enxergam sensatez e respeito com o dinheiro público em momento de crise. As prefeituras nunca arrecadaram tão pouco como hoje.

Já os prefeitos eleitos, receberam todos estes problemas relacionados acima e muito mais. Dívidas herdadas, quadro de funcionários inchado, consumindo vultuosas somas com o empreguismo que é prática comum e para piorar, encontraram prefeituras depenadas, depredadas, frotas sucateadas, saúde na UTI,  estradas destruídas e presenciaram o vandalismo, crimes praticados pelos grupos que deixaram o poder, dignos de cadeia para os responsáveis.

Só para se ter uma idéia dos estragos encontrados, de destruição de  equipamentos nos postos de saúde e hospitais, roubo de pneus de ônibus escolares, roubo até da merenda das crianças, destruição de documentos importantes para a continuidade da gestão e até os roubos das cadeiras do prefeito em dois municípios foram registrados. Um absurdo inimaginável para uma sociedade politizada, que observa atônita tais fatos ocorrerem nos dias atuais.

Os repórteres do jornal O Eco percorreram a região e trarão em detalhes na edição impressa a calamidade encontrada na maioria das cidades, para que o leitor possa inclusive avaliar se tais elementos que praticaram tantos danos aos bens públicos, merecem algum dia mais uma chance de retornarem ao comando destes municípios.

O comportamento geral dos prefeitos é de cautela, preocupação com os efeitos da seca inclemente que castiga a população e principalmente o desenvolvimento de ações firmes para tentarem tornar o executivo governável, atendendo principalmente as demandas prioritárias, os serviços básicos e aos poucos, planejando um futuro de realizações, apesar das nuvens negras, existe muita disposição e garra por parte dos eleitos, para o quanto antes, superarem esta fase difícil, equilibrarem  despesas, inclusive com pessoal e assim ajustarem o poder público municipal para uma nova fase. Espera-se que isso ocorra de forma definitiva para o bem dos moradores. Também espera-se que os culpados que estão sendo denunciados por tanto desrespeito as coisas públicas, sejam responsabilizados criminalmente pelos seus atos .