Prefeitos, ex-prefeitos e lideranças da região esperam avanços em demandas históricas e estratégicas para a Bacia do Paramirim

No próximo dia 13 de setembro, Ibipitanga será palco de um encontro que promete movimentar o cenário político da Bacia do Paramirim e de municípios vizinhos. A chegada da SERIN itinerante deve reunir prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, ex-vereadores, lideranças políticas e comunitárias, em um esforço da gestão Jerônimo Rodrigues de manter o diálogo aberto e contínuo com as bases do interior.

Há algum tempo, é perceptível a estratégia do governo estadual em aproximar-se de gestores municipais, aliados ou não, além de lideranças ligadas a sindicatos e associações. O objetivo é claro, escutar reivindicações, fortalecer laços e evitar espaços que possam ser ocupados pela oposição, especialmente pelo grupo de ACM Neto, que tem adotado táticas semelhantes, apostando em escutas regionais para ganhar terreno no interior.

Consciente da dificuldade de atender diariamente em Salvador ou visitar todos os cantos do estado, Jerônimo orientou a criação de uma rede de representantes regionais, encarregados de manter contato direto com prefeitos e comunidades. Essa movimentação, que até então parecia mais conceitual, começa a ganhar corpo com a realização efetiva de reuniões territoriais. Foi justamente esse modelo de atuação que garantiu a vitória do governador em 2022, quando os pequenos povoados do interior desempenharam papel decisivo nas urnas.

O Eco detectou essa movimentação desde o início, quando um ex-prefeito, atuando como interlocutor desse processo, começou a visitar prefeituras, mapeando demandas e articulando agendas locais. No entanto, será em Ibipitanga que acontecerá a primeira reunião ampliada, com a presença confirmada do secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, que representará o governador. O encontro é visto como oportunidade para reforçar pleitos e, possivelmente, anunciar medidas concretas.

Entre as principais demandas que devem ser debatidas estão o tão sonhado Hospital Regional do Vale do Paramirim, considerado urgente e indispensável para toda a região; a aceleração das obras da barragem do Rio da Caixa, fundamental para dar suporte à adutora do Zabumbão, cujo nível de reservatório já preocupa; o asfaltamento de corredores rurais que interliguem sedes municipais às comunidades do interior; e a possível criação de uma universidade pública, esta última, considerada mais difícil de ser viabilizada no curto prazo, já que dependeria de parceria com o governo federal em um cenário de restrições políticas e econômicas.

Segundo apurou a reportagem do Jornal O Eco em conversas com gestores e lideranças, as expectativas são positivas. Cada grupo ajusta seus pedidos na esperança de que Loyola e os deputados presentes estejam preparados para administrar as cobranças com propostas concretas. Afinal, como destacam os prefeitos e representantes, essas demandas não pertencem apenas às lideranças políticas, mas representam diretamente as necessidades e os anseios do povo da região.