
O conhecido e premiado incentivador dos ternos de reis, Sr. Peixoto de Paramirim, demonstra mais uma vez, nesse início de ano, que sua missão de preservar a tradição e passar para as novas gerações a realização da folia de reis, ainda não terminou.
Mesmo já possuindo o seu subistituto natural, que agarrou a responsabilidade, o velho Peixoto ainda faz questão de acompanhar o seu filho Chiquinho, que hoje comanda toda a turma do grupo, na manutenção dessa bonita e secular tradição, a folia de reis.

Após a chegada do ano novo, inicia-se o período tão aguardado pelos grupos de reis da cidade, eles, que ainda se mantém fortes e unidos em torno desta brincadeira sadia, costume que representa o religioso e o folclore.
Os grupos de folguedo, percorrem diversas residências nas noites que antecedem o dia maior, quando se apresentam junto ao presépio armado na Praça Coração de Jesus. A apresentação simboliza a visita dos Reis Magos à manjedoura do Menino Jesus.

Neste Município, o Reisado possui origens diversas e orgulham a população, além de enriquecer o folclore.
O reisado de Peixoto e outros que ainda resistem ao tempo em localidades rurais de Paramirim, são remanescentes de grupos tradicionais que existiram na região no final do século XIX e início do século XX. Assim como outros grupos tradicionais da região, incorporaram diversos elementos de diferentes festas e épocas, ao longo do tempo e assimiladas por gerações de brincantes.
E assim tem sido a festa. Acompanhados por admiradores, moradores e turistas, o grupo alegra a cidade, cantam e divertem lares e promovem uma bonita integração de cultura raiz.
Para muitos admiradores e participantes, o ato de brincar no reisado dá prazer e devoção, envolvendo o sagrado e profano em um só espaço. Trata-se de momento mágico, que encanta e diverte, com música, dança e poesia. Tudo isso, bem característico dos filhos da região.

Parabéns ao Sr. Peixoto, ao seu filho e sucessor Chiquinho e a todos do grupo que se esforçam para manter viva a tradição.
FOTOS: Blog focadoemvoce
