Em meio à antecipação do debate eleitoral, senador petista destaca continuidade do projeto iniciado em 2007 e sinaliza foco total na reeleição do governador Jerônimo Rodrigues
As declarações do senador Jaques Wagner (PT-BA), nesta sexta-feira (24), ajudam a reorganizar o tabuleiro político da Bahia. Ao afirmar que “não escala o time adversário” e que sua prioridade é “preparar nosso time bem”, o petista reafirmou a estratégia do grupo governista, evitar distrações com a movimentação da oposição e reforçar a mensagem de continuidade em torno de Jerônimo Rodrigues, favorito até o momento para 2026.
Desde 2007, o PT comanda o estado, e Wagner foi claro ao defender a prorrogação desse ciclo. “Vamos pedir licença e autorização do povo baiano pra mais quatro anos de Jerônimo”, disse, lembrando que o grupo completará 20 anos no poder. A fala foi interpretada como um gesto de alinhamento e confiança na gestão do atual governador, cuja imagem vem sendo construída sobre pilares de investimento público, obras estruturantes e estabilidade administrativa.
Jerônimo, por sua vez, tem adotado um discurso semelhante, evitando citar adversários e destacando realizações do governo, como investimentos em infraestrutura, segurança e programas sociais. O governador também reforça a parceria com o governo federal, buscando associar a sua gestão à agenda nacional do presidente Lula, especialmente em temas como desenvolvimento regional e combate à desigualdade.
Enquanto isso, a oposição baiana ainda busca um rumo. O vice-governador Geraldo Júnior (MDB) chegou a afirmar que há um “esvaziamento” no campo oposicionista e que ACM Neto poderia disputar outro cargo em 2026, tese rapidamente contestada por aliados do ex-prefeito, como a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, que reforçou a liderança de Neto.
Em um cenário de antecipação do debate eleitoral, a fala de Wagner soa como um recado, o governo não pretende se deixar pautar pela oposição. O foco, segundo o senador, é consolidar um projeto que se mantenha competitivo, coeso e pronto para defender a continuidade de Jerônimo Rodrigues à frente da Bahia.
Com isso, o discurso petista busca unir a base e projetar estabilidade, enquanto os adversários ainda tentam definir quem vai de fato liderar o contraponto. A disputa, que oficialmente ainda não começou, já tem enredo, personagens e uma certeza: a política baiana entrou no modo pré-eleitoral.
