
(FOTO: JORNAL O ECO)
Ainda Ontem (05), nossa reportagem constatou por mais uma vez, a imensa capacidade de reação do lago sofrido, abandonado da Barragem do Zabumbão. O pescador José Teixeira do Amaral (Deca da Lagoa do Mato), surpreendeu-se ao apanhar nas suas frágeis redes, um belíssimo exemplar de curimba, peixe de aproximadamente 80 cm, pesando 9kg, que há anos é comum nesse barragem.
Ao registrarmos o fato, logo imaginamos o quanto a nossa querida Barragem do Zabumbão poderia ser protegida de forma adequada e ao mesmo tempo, explorada, não somente na produção de pescados, regulamentando espécies, realizando o peixamento nos períodos oportunos, como também o incentivo, orientações constantes aos pescadores e famílias que ainda nos dias atuais dali sobrevivem, incentivo à pesca esportiva aos turistas enfim, uma série de atividades lucrativas para o local, respeitando o meio ambiente, é claro.

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Iniciando pela preservação das margens e fiscalização das nascentes, onde garimpos clandestinos destroem o leito sem piedade. A reposição das matas ciliares, delimitação e proibição do acesso aos lenhadores, que desmatam para alimentar cerâmicas, enfim, uma série de atitudes que deveriam ser adotadas, para que a Barragem do Zabumbão seja de fato, a fonte de vida e riquezas para as famílias da região.

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A exploração turística, através de estudos ambientais e concessões legais, poderiam impulsionar a economia regional, pois, as margens do lago suportam balneários, restaurantes, passeios de barcos e outros atrativos aquáticos, que se bem monitorados, atrairiam turistas de toda a parte, gerando emprego e renda, além de lucros aos que se dispuserem a nisso investir e acreditar.

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Muito se fala em regulamentar a distribuição da água para o consumo humano, animal e para a irrigação. Porém, o egoísmo de proprietários e até de entidades claramente instituídas para proteger os interesses dos poderosos, impedem o aprofundamento dos estudos, a implantação de sistemas justos e democráticos, afinal, a água é um bem de todos.
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Acreditamos ser esta a centésima vez, que abordamos os problemas e sugerimos soluções para a Barragem do Zabumbão. Muitos até se perguntam: "Se conhecem o caminho, por que nada fazem?" Taí. um excelente tema a ser discutido nesse período eleitoral; qual o primeiro passo? Quais os órgãos devem estar envolvidos? De quem é a responsabilidade pela preservação? Quem poderia executar um projeto complexo e ao mesmo tempo ousado, ao ponto de se tornar modelo para a Bahia?

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O que não se pode é aceitar calado, presenciando uma fonte de tamanho potencial pesqueiro, agrícola, turístico e de abastecimento hídrico, agonizar, e mesmo sofrendo com o descaso, nos dar demonstrações surpreendentes do seu potencial.

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