
Virou uma perigosa rotina essa nova modalidade de ação criminosa em todo o estado, principalmente nas cidades do interior da Bahia, geralmente pacatas e desprovidas de segurança suficiente diante do poderoso arsenal de gangs, que chegam, dominam a todos, espalham o terror e após explodirem os caixas eletrônicos, fogem levando muito dinheiro, sem deixarem pistas.
Assim aconteceu na cidade de Ibipitanga, por volta das 03:00hs da madrugada com grande alvoroço, correria e destruição. Diante do aumento assustador da violência, bem como da disseminação de quadrilhas que antes só atacavam os grandes centros e hoje estão atuando em todo o território baiano. Existem até quem minimize os ataques a caixas eletrônicos, argumentando que oferecem menos riscos aos moradores do que os cada vez mais raros, assaltos a mão armada, que poderiam ferir e matar pessoas inocentes.

A verdade, é que o grande número de ataques que ocorre geralmente à noite, como aconteceu na madrugada do dia 11/12 em Ibipitanga, parecem orquestrados, idealizados por entendidos no assunto. Tanto no que diz respeito à explosivos, como a forma de agir das quadrilhas, que parecem conhecer, onde colocar as bombas, quais caixas estarão com mais dinheiro, enfim, é intrigante o “modus operandi”, que evidencia ter os criminosos, informações privilegiadas, vindas não se sabe de onde.

A população de Ibipitanga viveu momentos de terror, muitos, até pela manhã, após a fuga dos meliantes, presenciando o estrago, pareciam não acreditar que isso é real e está acontecendo por todo canto. Não se pode mais determinar qual é o lugar seguro, nossa casa está vulnerável, a polícia não possui condições de encarar fuzis, metralhadoras e dinamites que derrubam até aviões, enfim, a violência está se tornando a maior preocupação, seja no mais moderno centro urbano, ou no mais distante município do sertão.

Bandido há por toda a parte e o mais grave, estão se informatizando, planejando as suas ações, conseguindo se postarem muito à frente das estratégias de segurança do governo, que por sua vez, na Bahia e no Brasil, fica no discurso ultrapassado. Por mais que se esforcem os prefeitos, vereadores, deputados, em adquirirem novas viaturas, armamentos, melhores condições aos policiais, maior efetivo para os municípios, não conseguem impedir o avanço do crime organizado, pois o que precisa ser revisto é todo o sistema de segurança, o código penal brasileiro, o sistema carcerário que prende e solta em poucos dias. Somente uma mobilização e esforço conjunto, com ideias e coragem, poderá estancar essa onda de violência que assombra a Bahia e o Brasil.

Fotos: repordução facebook – Lenivaldo Chaves Martins
