

Apesar de muitas nebulosidade as chuvas chegam no sudoeste baiano com pouca força e mal distribuída, ficando o índice pluviométrico muito abaixo do esperado para essa época do ano.
Na noite de ontem (25), a chuva finalmente resolveu dar o ar da graça em nosso Vale, apesar de ter chegado antes em alguns outros pontos da região como em Guanambi, Brumado e Seabra.

Com previsão inicial de 30 mm para hoje (26/11), tempo nublado e períodos chuvosos durante todo o dia e também a noite, as expectativas aumentam para os próximos dias. pelo menos até o sábado (05 de dezembro), segundo o Instituto Clima Tempo, que aponta possibilidades de precipitações pluviométricas, com destaques para amanhã (27), com 7 mm, no sábado (28), com previsão de 11mm.

As previsões de domingo (29/11), até quinta-feira(03/12) são de chuvas escassas, com o tempo firme, não muito animador, voltando a melhorar na sexta e sábado (dias 04 e 05 /12).
Mesmo com a instabilidade, escassez de água que a cada ano vem ocorrendo com mais frequencia, a esperança do sertanejo é sempre ver o campo verdinho, a plantação multiplicando e a vida sofrida, melhorando com as bençãos que vem dos céus em forma de chuva.
É indescritível a sensação de alegria, entusiasmo e renovação da fé, no coração do morador do sertão, quando, ao levantar-se, antes mesmo do sol, perceber que o tempo está pra chuva, ao presenciar a névoa nas serras que contornam o Vale. o homem do campo que com pouco vive, um constante lutador, forte e guerreiro nessa árdua luta pela sobrevivência, aliviado com a possibilidade de melhoria, parte para a lida rezando e confiando que Deus pai dará dias melhores.
Outro grave problema, as queimadas, que nos últimos dias atormentou e destruiu a Chapada, causando grandes prejuízos para o meio ambiente, certamente com a continuidade das chuvas, serão eliminados novos riscos.

"Nada mais bonito de se ver no meu sertão, é quando a chuva chega para molhar o chão, Por aqui, o tempo de estiagem já passou, com a chuva a folhagem esverdeou, Os pássaros em revoada, fazem fessta de alegria! Quero ver os açudes cheios, transbordando em sangria!
Sobre as serras, nuvens carregadas, relampagos ao som de trovoadas! A sariema com seu cantou avisou, viva! a chuva chegou!"
