Festa junina. Essas duas palavras nos levam ao mês de junho, ao frio, a pensar em fogueiras, bandeirinhas, quadrilha, barraquinhas com brincadeiras e, principalmente, nas gostosas comidas que ocupam uma parte central da festa. Mas qual a origem da festividade e seus tantos símbolos?

É sabido que os povos da antiguidade comemoravam a época da fecundidade das terras e colheitas ao redor de fogueiras. Esse período do ano correspondia ao solstício, momento em que o Sol incide com maior intensidade sobre um dos dois hemisférios. Os solstícios ocorrem duas vezes ao ano: dezembro e junho.
Nas remotas comemorações de povos pagãos, as fogueiras eram acesas com o objetivo de afastar pestes, estiagens e outros males. Já na cultura cristã, a fogueira representa o meio utilizado por Isabel, prima de Maria (mãe de Jesus), para avisá-la em 24 de junho do nascimento de seu filho, João Batista, o São João.

As festas juninas são, portanto, em sua essência multicultural. Em cada lugar do mundo comemora-se de forma diferente. Por influência da colonização portuguesa e católica (em Portugal, denominam-se Festas Joaninas), durante nossas festas juninas homenageamos santos como Santo Antônio, São Pedro e São João.

