Família começou a receber imagens enviadas pelo próprio celular da vítima.

Do: Correio24horas – Eduardo Dias – (Foto: Eduardo Dias/CORREIO) Após passar o dia em casa, no distrito de Menino Jesus, na cidade de Candeias, a jovem Glauce Neves da Encarnação, de 19 anos, recebeu um convite inesperado. Por volta das 17h, um homem ainda não identificado parou o carro que dirigia na porta da casa dela e a chamou para dar um passeio em um shopping em Salvador. Ela aceitou o convite, se arrumou e avisou à mãe para onde iria.

O que Glauce não sabia é que aquela seria a última vez que ela sairia de casa. Cerca de quatro horas depois, ela foi encontrada caída no chão, sem camisa e sem documentos, numa localidade conhecida como Alameda 56, no bairro de Jardim Santo Inácio, em Salvador. Segundo a Polícia Militar, a jovem tinha marcas de tiros no tórax, peito e braço esquerdo. Ela chegou a ser levada para o Hospital Roberto Santos, no Cabula, mas a unidade de saúde informou que a jovem já estava morta.

Nas primeiras horas, os familiares não sentiram a falta da jovem, já que era comum ela pegar caronas de Candeias para Salvador. No entanto, mais tarde, por volta das 19h30, os parentes foram surpreendidos e receberam muitas notificações do aplicativo WhatsApp. Quando abriram o aplicativo, a surpresa: fotos da jovem, já morta, foram enviadas do próprio celular dela e espalhadas em diversos grupos.

“Quando vi a foto, reconheci as roupas e o rosto dela logo. Mataram ela, tiraram foto e mandaram para os contatos do celular. Ninguém viu a placa do veículo na hora, viram só o carro. Ela já tinha esse costume de pegar carona, mas sempre avisava depois onde estava”, contou um parente da vítima, que preferiu não se identificar.

Pai de Glauce mostra foto da filha no celular
(Foto: Eduardo Dias/CORREIO)

Pelos detalhes nas fotos, rapidamente os familiares reconheceram que era mesmo Glauce nas imagens e resolveram viajar para Salvador e procurar a polícia, para obter mais informações. A família também foi ao Hospital Geral Roberto Santos, no Cabula, para onde Glauce foi levada pelos policiais que a encontraram já sem vida.

Dia seguinte
Na manhã desta quarta-feira (8), ainda muito abatido e sem entender direito como tudo aconteceu, o pai de Glauce, que preferiu não se identificar, contou ao jornal CORREIO que nunca suspeitou que a filha tivesse envolvimento com o tráfico de drogas, mas não descarta que esse tenha sido o motivo da morte dela.