Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis prevê novos reajustes, podendo chegar a R$ 10 reais até o fim do ano.
O gás de cozinha já está custando R$ 140 o botijão de 13 quilos em Mato Grosso, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) referente à semana de 31 de outubro a 6 de novembro. O preço médio no País ficou em R$ 102,48, alta de 0,4% contra a semana anterior. O último aumento do produto foi realizado pela Petrobras em 9 de outubro, da ordem de 7%. O preço mais baixo encontrado pela ANP foi em Araçatuba, São Paulo, de R$ 75 o botijão.
A gasolina comum, na mesma semana, encostou nos R$ 8 reais o litro em Bagé, no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 7,999 o litro. Já o menor preço por litro, de R$ 5,297, foi encontrado em Atibaia, São Paulo. Em média, o preço da gasolina está em uma escalada descontrolada que pode bater R$ 10 reais até janeiro de 2022. Centro das tensões entre o governo e os caminhoneiros, o preço médio do diesel subiu 2,4% em uma semana, refletindo ainda o aumento da Petrobras. Segundo a ANP, o preço médio ficou em R$ 5,339 o litro, sendo o mais caro encontrado a R$ 6,70 em Cruzeiro do Sul, no Acre, e o mais barato a R$ 4,299 em Sumaré, São Paulo.
A Petrobras reajusta os combustíveis dentro de uma política de paridade aos preços de importação, que leva em conta o preço do petróleo no mercado internacional, o câmbio e os custos de importação do produto. Segundo analistas, ao realizar aumentos com frequência, os preços cobrados pela estatal nas refinarias ainda não possuem previsão de estagnação ou queda. Uma situação preocupante para um país rodoviário, que depende desses combustíveis para se locomover.
