Com a conclusão dessa fase, cresce a possibilidade de que Bolsonaro seja condenado e possa ser preso nos próximos meses, ou até mesmo dias, caso o STF entenda que há risco à ordem pública ou tentativa de fuga.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresenta nesta segunda-feira (14) as alegações finais no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre os réus está o ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse é o último passo antes do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirá se Bolsonaro e outros sete acusados serão condenados ou absolvidos. A expectativa é que o julgamento ocorra nos próximos dias.

Além de Bolsonaro, também são réus militares e ex-integrantes do governo, como os generais Braga Netto e Augusto Heleno, além do ex-ministro Anderson Torres. A expectativa é de que a PGR deve acusar os nomes apresentados de participarem de uma organização criminosa com o objetivo de impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Se forem condenados, as penas podem ultrapassar 40 anos de prisão. Após a entrega das alegações da PGR, os acusados terão 15 dias para apresentar suas defesas. Em seguida, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, deve elaborar seu voto e levar o caso à Primeira Turma do STF.

Com a conclusão dessa fase, cresce a possibilidade de que Bolsonaro seja condenado e possa ser preso nos próximos meses, ou até mesmo dias, caso o STF entenda que há risco à ordem pública ou tentativa de fuga. A situação é grave e marca um dos momentos mais delicados da história recente da política brasileira. A eventual prisão de um ex-presidente por tentativa de golpe seria um fato inédito no país.