Ataques dos Estados Unidos e dos traidores internos não abalam a firmeza de um Brasil que não aceita imposições externas. Se Donald Trump, em seu populismo autoritário e sedento por palanque, pensa que pode intimidar o Brasil com tarifas e sanções, errou de alvo

Diante das recentes investidas do ex-presidente norte-americano Donald Trump contra o Brasil, com a imposição de tarifas comerciais punitivas e sanções ao ministro Alexandre de Moraes, é imperativo reafirmar, em alto e bom som: o Brasil é uma nação soberana, democrática e não se curva diante de chantagens estrangeiras.

A tentativa grosseira de interferência no Judiciário brasileiro por meio da Lei Magnitsky e, em paralelo, o ataque comercial à nossa economia não são apenas afrontas ao governo Lula. São atentados à própria ideia de soberania nacional e um desrespeito à autodeterminação de um povo que lutou duramente por sua democracia.

Essas medidas não surgiram por acaso. São fruto de um lobby antinacional promovido por membros da família Bolsonaro, notadamente Eduardo Bolsonaro, que transformou sua obsessão pessoal e familiar em arma contra os interesses do país. O que deveria ser combatido com rigor jurídico, a tentativa de golpe de Estado, os atentados de 8 de janeiro e os ataques à ordem democrática — tem sido escancaradamente instrumentalizado por políticos que buscam escapar da Justiça brasileira à custa do futuro econômico e diplomático do Brasil.

A resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi serena, firme e precisa: justiça não se negocia. O Brasil não aceitará interferências externas em seus Poderes, tampouco permitirá que sua política externa seja pautada por revanchismos ou caprichos ideológicos importados.

Se Donald Trump, em seu populismo autoritário e sedento por palanque, pensa que pode intimidar o Brasil com tarifas e sanções, errou de alvo. Nosso país é hoje protagonista em um cenário internacional multipolar e conta com o respaldo de importantes aliados globais. As potências que compõem o BRICS: China, Rússia, Índia e África do Sul, além de novas nações parceiras como Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes, Irã e Indonésia, já manifestaram seu apoio ao Brasil, condenando as violações à sua soberania.

É hora de aprofundar essas parcerias. O Brasil precisa redobrar sua presença nos fóruns multilaterais e nas iniciativas de comércio Sul-Sul, diversificando mercados, fortalecendo o Mercosul, concluindo acordos em andamento com a União Europeia em bases equilibradas, e expandindo laços comerciais e tecnológicos com a Ásia e o mundo árabe. A Nova Rota da Seda, o Banco do BRICS e plataformas como a União Africana são caminhos possíveis e desejáveis para uma política externa independente e voltada ao desenvolvimento.

A maioria dos brasileiros compreende o momento histórico. Pesquisas recentes apontam um crescimento na popularidade de Lula justamente por sua postura digna diante das investidas de Trump. Não se trata de partidarismo, mas de senso de nação. O povo brasileiro rejeita o entreguismo e reconhece o valor de um governante que se coloca como defensor da pátria, da justiça e da Constituição.

À extrema-direita que se alimenta do caos, resta o isolamento. O Brasil precisa de uma oposição responsável e democrática, não de um clã que sabotou o país em tempos de pandemia, tentou vender joias recebidas ilegalmente, falsificou documentos e agora age contra os próprios brasileiros, pedindo punições externas ao seu povo.

O Brasil não pode ser refém dos delírios de um ex-presidente americano em campanha, nem dos interesses escusos de seus aliados brasileiros. Nossa soberania não será leiloada em Washington, nem em qualquer outro lugar.