Caminhão da Defensoria Pública atendeu até aqui, mais de 800 pessoas em uma semana, mostrando que o acesso à Justiça pode e deve ser pra todos
A Bahia tem dado um exemplo bonito de como levar justiça pra perto de quem mais precisa. O Governo do Estado, por meio da Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA), está cada vez mais fortalecendo o atendimento gratuito à população, principalmente pra quem vive longe dos grandes centros ou não tem condições de pagar um advogado.
Durante a tradicional Romaria de Bom Jesus da Lapa, no oeste baiano, o povo contou com uma força extra: a Unidade Móvel da Defensoria, estacionada bem no meio da praça do Cruzeiro, funcionou todos os dias, das 9h às 15h, atendendo sem precisar de agendamento. Só na primeira semana, mais de 800 pessoas foram atendidas. O caminhão da Defensoria ofereceu tudo de graça, orientação jurídica, agendamento de serviços e distribuição de materiais educativos.
A coordenadora da ação, Camila Berenguer, ainda percorreu secretarias da cidade, entregando cartilhas de educação em direitos e 200 pulseiras de identificação pra crianças usarem nos dias de maior movimento da romaria. Segundo ela, esse tipo de presença é fundamental pra mostrar o que a Defensoria faz e como as pessoas podem procurar ajuda, seja pra resolver problemas de pensão, divórcio, reconhecimento de paternidade, registro civil ou outras questões.
A Romaria de Bom Jesus da Lapa é considerada um grande evento, oportunidade ideal para a propagação dessa ideia, assim como o Carnaval, o São João e a micareta de Feira de Santana. Por isso, ganhou esse reforço especial. O objetivo é que nesses momentos em que a cidade fica cheia, os serviços da Defensoria também estejam mais acessíveis.
Mas o trabalho da DPE-BA não para por aí. A instituição tem se esforçado pra interiorizar cada vez mais seus serviços, com visitas a cidades do interior, escutando a população e buscando adaptar o atendimento à realidade de cada lugar. Uma das grandes apostas do momento é justamente o atendimento itinerante, que leva os serviços direto às comunidades.
Um bom exemplo é Paramirim, no sudoeste do estado. A prefeitura já estuda implantar uma Defensoria Pública atuante e forte, com sede fixa e atendimentos também nas comunidades da zona rural. A ideia é não deixar ninguém sem assistência jurídica, seja na sede ou no povoado mais distante.
Esse tipo de ação mostra que não basta ter justiça só no papel, ela tem que estar ao alcance de todos. Por isso, fica aqui um chamado aos prefeitos e prefeitas da Bahia, sigam o exemplo, criem parcerias, lutem por Defensorias Públicas presente nos municípios. Ter um atendimento como esse pode mudar a vida de muita gente.
O povo merece respeito, orientação e soluções. E a justiça, quando é bem feita e bem distribuída, se torna um verdadeiro instrumento de transformação social. Que a Bahia siga sendo referência, e que mais cidades deem esse passo importante pela cidadania e dignidade do seu povo.
