Novos dados revelam aumento tímido nos números populacionais e especialistas temem impacto futuro nos repasses constitucionais e na qualidade de vida

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou nesta quinta-feira (28), as novas estimativas populacionais do Brasil, com data de referência em 1º de julho de 2025. Os números, que servem de base para o cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e para a formulação de indicadores socioeconômicos, apontam que cidades como Paramirim, Boquira, Caturama, Ibipitanga, Macaúbas, Botuporã, Rio de Contas, Livramento de Nossa Senhora, Dom Basílio e Érico Cardoso apresentaram aumento em relação ao último Censo de 2022.

Apesar do crescimento, os resultados revelam uma expansão populacional modesta, em alguns casos quase insignificante. Paramirim, por exemplo, passou de 20.351 habitantes em 2022 para 21.025 em 2025, uma diferença de apenas 674 pessoas. Situação semelhante ocorre em Boquira, que saiu de 19.322 para 19.782 habitantes e em Caturama, de 8.841 para 9.115 moradores. Já Ibipitanga subiu de 13.863 para 14.317 habitantes, enquanto Botuporã avançou de 11.024 para 11.427 pessoas.

Macaúbas, com o maior salto da região, passou de 41.859 para 43.653 habitantes, ainda assim um crescimento tímido diante de seu porte populacional. Em Rio de Contas, os 13.184 habitantes registrados em 2022 subiram para 13.634 em 2025. Livramento de Nossa Senhora, polo regional, saiu de 43.305 para 44.159 habitantes. Já Dom Basílio apresentou o menor avanço relativo, indo de 12.734 para 12.966 moradores, seguido de Érico Cardoso, que passou de 11.190 para 11.347 moradores, um aumento de apenas 157 pessoas.

Na prática, esses aumentos garantem que nenhum dos municípios corra risco imediato de perder recursos do FPM, mas revelam um cenário preocupante, a ausência de crescimento expressivo indica estagnação e oscilações que, em futuro próximo, podem comprometer não apenas os repasses constitucionais, mas também a capacidade dessas cidades de manter serviços públicos de qualidade.

A leitura dos especialistas é de que os números refletem um conjunto de fatores como baixa taxa de natalidade, envelhecimento da população, migração de jovens para centros maiores e falta de dinamismo econômico. Se não houver políticas de incentivo ao desenvolvimento e à fixação de moradores, a tendência é que os municípios enfrentem desafios crescentes para garantir sustentabilidade financeira e bem-estar social.