Governador afirma que segurança pública deve ser política de Estado, com inteligência, operações e responsabilidade; “bandido bom é bandido preso”, declara

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que o enfrentamento à criminalidade deve ser tratado como uma política de Estado, baseada em método, inteligência e responsabilidade, e não como uma disputa ideológica. Em declaração recente, o chefe do Executivo baiano defendeu uma atuação firme do poder público contra o crime organizado e reforçou a necessidade de fortalecimento das forças de segurança.

Ao comentar críticas de que setores da esquerda seriam lenientes com a violência, Jerônimo rejeitou o rótulo e afirmou que o debate sobre segurança pública precisa ser enfrentado sem preconceitos. “Bandido bom é bandido preso e entregue à Justiça”, declarou.

Segundo o governador, sua gestão tem buscado construir um conceito de segurança pública sustentado por um Estado forte e por uma polícia estruturada e atuante. Ele destacou a importância de operações, investigação qualificada e uso de inteligência no combate às facções criminosas. “Tenho construído um conceito de segurança pública em que o Estado tem que ser atuante, com uma polícia forte e intensa. Eu, naturalmente, não gosto de usar dinheiro para comprar armas em vez de fazer mais teatros, escolas e creches. Mas o crime organizado tem armamentos potente, o Estado também precisa ter para enfrentá-lo”, afirmou.

Jerônimo reconheceu os altos índices de violência registrados na Bahia e assumiu a responsabilidade pelo enfrentamento do problema. De acordo com ele, o tema tem sido tratado de forma permanente junto ao governo federal. “Desde o início do meu governo, converso tanto com o presidente quanto com ministros da Justiça. Na primeira reunião dos governadores com Lula, a criminalidade foi um dos temas centrais”, disse.

O governador informou ainda que, a partir desse diálogo, houve avanços na construção de propostas como a PEC da Segurança Pública, além de investimentos, leis e previsão orçamentária. Entre os pontos defendidos por ele estão a autonomia das polícias, o financiamento federal para a área e a padronização das informações de segurança enviadas pelos estados.

Além das ações repressivas, Jerônimo destacou a importância de políticas preventivas associadas ao desenvolvimento social, como a ampliação de escolas em tempo integral, investimentos em saúde e atenção especial às áreas mais vulneráveis. “Segurança pública também se constrói com oportunidades e presença do Estado”, pontuou.

No campo político, o governador minimizou resultados de pesquisas eleitorais que apontam cenários desfavoráveis e lembrou que levantamentos semelhantes já erraram em eleições anteriores na Bahia. “Não existe eleição fácil. Vamos depender muito do cenário nacional e a avaliação do presidente Lula tem melhorado no estado”, afirmou.

Jerônimo ressaltou ainda que sua prioridade segue sendo o trabalho e a presença nos municípios do interior. “Temos 417 municípios, já percorri 370 e não foi para passear”, concluiu.