Com Jerônimo reeleito, governistas e oposição concentram forças na disputa presidencial, enquanto prefeitos aguardam recursos, obras e compromissos que dependem de Brasília.

A eleição estadual terminou, mas a política baiana continua em clima de campanha e muita expectativa. A reeleição de Jerônimo Rodrigues garantiu ao PT mais quatro anos no comando da Bahia, mas o futuro político e administrativo do Estado continua condicionado ao resultado da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, marcada para o próximo dia 25.

Nos bastidores, Rui Costa, Jaques Wagner e Jerônimo Rodrigues estão diretamente engajados na campanha pela reeleição de Lula, considerada fundamental para preservar a parceria com Brasília, assegurar investimentos e viabilizar compromissos assumidos pelo governo estadual. Do outro lado, ACM Neto, Bruno Reis e João Roma apostam na vitória de Flávio Bolsonaro como oportunidade de fortalecimento da oposição, abertura de espaços no governo federal e reorganização das forças políticas baianas.

Enquanto isso, o governo Jerônimo, embora reeleito, vive um compasso de espera. Além das obrigações financeiras e do endividamento estadual, precisa encontrar recursos para atender às promessas feitas em praticamente todas as regiões da Bahia. A continuidade de Lula facilitaria a articulação política, enquanto uma vitória de Flávio exigiria novos entendimentos e parcerias institucionais.

A ansiedade também toma conta dos prefeitos baianos, especialmente dos pequenos municípios do interior, que alimentam esperanças de ver seus pleitos atendidos, convênios liberados, obras paralisadas retomadas e investimentos prometidos finalmente concluídos. Muitos dependem diretamente de recursos estaduais e federais para transformar reivindicações antigas em realizações concretas.

O resultado presidencial passou a orientar os movimentos e comportamentos dos principais grupos políticos da Bahia. Com a disputa nacional ainda indefinida, governistas e oposicionistas fazem suas apostas, enquanto prefeitos e lideranças municipais aguardam o desfecho das urnas.

No próximo dia 25, o Brasil escolherá seu presidente, mas a Bahia também estará decidindo os rumos de importantes articulações políticas e administrativas. Para Jerônimo, a vitória estadual já está assegurada. O desafio agora será encontrar, com Lula ou Flávio Bolsonaro, os recursos necessários para cumprir os compromissos assumidos. Afinal, as eleições passam, mas as dívidas, as obras inacabadas e as cobranças da população permanecem.