Restando 632 dias para a disputa municipal, já é possível vislumbrar alguns cenários que se desenham em municípios da região.

Nem bem saímos da complicada disputa eleitoral, que destituiu um presidente opressor e genocida, reforçando a democracia com a eleição dos governadores, senadores e deputados, as atenções já estão voltadas para o que poderá acontecer no pleito municipal que decidirá os destinos de gestores e lideranças, exatamente daqui a 632 dias. Isso mesmo! Já findou janeiro de 2023 e onze meses nos separam do ano eleitoral. Com as eleições municipais previstas para 02 de outubro de 2024, restam exatamente 01 ano e 09 meses para que os brasileiros voltem às urnas para escolherem prefeitos e vereadores dos seus respectivos municípios.

A manchete provoca aquele friozinho na barriga de qualquer liderança política municipal, diretamente interessada no assunto. Seja prefeito, ex-prefeito, ou simplesmente pré-candidatos, que estão apostando suas fichas no trabalho de edificação de um projeto político visando a disputa eleitoral de 2024. Pois é, já podemos afirmar que, de fato, a contagem regressiva começou. Para alguns felizardos, que ao longo dos anos passados, construíram bases sólidas, estruturadas na coesão de grupos políticos alinhados com um mesmo propósito, para as lideranças que com habilidade, humildade e sensibilidade política, edificaram através do diálogo com os diversos setores da sociedade, relações fortes, vínculos confiáveis, o tempo que resta não será tão difícil, afinal, fizeram a tarefa de casa e a tendência é aperfeiçoar para vencer.

Já para uma parcela considerável de políticos que aspiram o poder e que infelizmente não soube aprumar o seu barco até aqui, não conseguiu alinhar suas ações e projetos de acordo com o que pensa, o que almeja a maioria da população do seu município, o tempo joga contra e em muitos casos será preciso acelerar o passo, repensar condutas, se antenar com o povo, afinal, em pleno século XXI, com o advento da tecnologia e a informação na velocidade da luz, chegando a cada cantinho  em um estalar de dedos, aquele político que não possuir boa orientação, profissionais especializados na sua assessoria, não será capaz de interagir, reagir, decidir com a mesma velocidade e precisão do seu opositor. Essa será uma eleição completamente dominada pela informação, quem possuir as melhores táticas nessa área, com certeza possuirá condições de encarar os desafios impostos e sagrar-se vitorioso.

Percebe-se que a maioria dos que hoje ocupam o poder municipal, tem se esforçado em ampliar o diálogo com a população, em levar a informação até o cidadão, buscando fazer com que a gestão ocupe as redes sociais, no entanto, não é só isso. O segredo está no “pulo do gato” na forma de transmitir a informação, de travar o diálogo, de envolver de fato as pessoas e convencê-las de que a melhor proposta está sendo realizada ou os melhores projetos são os seus. Vale sempre ressaltar, que existem equívocos tão absurdos em gestões municipais, que os comandantes do barco, na maioria das vezes cercados de “puxa-sacos” incompetentes, sequer tem conhecimento. Esses elementos nem sabem discernir o que é o marketing de gestão e as estratégias de marketing eleitoral.

É preciso seguir gerindo, realizando obras, é essencial saber administrar as crises que batem à porta e superá-las com maestria. No entanto, é crucial para quem tem aspirações políticas para daqui a 01 ano e nove meses, se debruçar sobre o seu projeto como um todo, revendo pontos delicados, refazendo caminhos, revisando sua equipe e acima de tudo, possuir informações seguras, números frios de pesquisas confiáveis, que trazem à tona situações reais e atualizadas de cada município, de cada localidade. Medir constantemente a aprovação não é uma alternativa, é uma obrigação do gestor, ou do político inteligente dos tempos atuais. Afinal, está comprovado historicamente, que os que se norteiam com informações vindas do povo, de forma direta e confiável, possuem os melhores projetos, constroem as suas propostas, os seus planos de trabalho alinhados com as aspirações da maioria. Na história da política, muitos “mitos” caíram por falta de balizadores confiáveis. “Prefiro um crítico que me mostre onde estou errando, que viver cercado de bajuladores me prejudicando”.