Lula mantém força na Bahia e no Nordeste, enquanto novos levantamentos devem atualizar o cenário nacional até a véspera da eleição de domingo, dia 25

A eleição presidencial entra na reta final com Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula nos levantamentos nacionais reunidos nos últimos dias, mas com diferenças estreitas e situações de empate técnico. O cenário exige cautela. Pesquisas são retratos do momento em que as entrevistas foram realizadas e não antecipam o resultado da votação. Somente a apuração das urnas, na noite de domingo, dia 25, revelará a vontade do povo brasileiro.

Na Bahia e no Nordeste, o quadro é mais favorável a Lula. Os levantamentos disponíveis mostram preferência majoritária pelo presidente nesses recortes, alimentando a expectativa de uma vitória expressiva na região. Essa força regional, porém, integra uma disputa nacional, cujo resultado depende dos votos de todo o país.

Com Jerônimo Rodrigues já reeleito governador da Bahia, a campanha de Lula busca transformar o apoio ao governo estadual em mobilização para o segundo turno. Nesse contexto, o alinhamento entre prefeituras aliadas, governo do estado e governo federal aparece como argumento político em defesa da continuidade das parcerias. A preferência indicada nas pesquisas, entretanto, não permite afirmar que todos os eleitores escolham Lula por essa razão.

A maioria favorável ao presidente também não significa unanimidade. Há uma parcela considerável de eleitores que prefere Flávio Bolsonaro, além de lideranças políticas que defendem outro caminho. Essa diversidade de posições faz parte da disputa democrática e recomenda cuidado com qualquer discurso de vitória antecipada.

Até sábado, dia 24, novas pesquisas já registradas estão previstas para divulgação. Elas poderão mostrar a manutenção das preferências ou mudanças nos últimos dias de campanha, sempre dentro dos limites de cada levantamento. Para o eleitor, a orientação é acompanhar os números com serenidade e distinguir expectativa de resultado. As pesquisas ajudam a compreender o momento. A decisão pertence ao povo e será expressa nas urnas.