Impostos pagos por brasileiros em 2014 já ultrapassam R$ 900 bilhões

Foto: Reprodução / impostometro.com.br  (Informação: Bahianotícias)

 
O valor pago por brasileiros em impostos desde o início do ano chegou a R$ 900 bilhões por volta das 2h20 deste domingo (20).
 
Ao menos é o que estima o “Impostômetro”, painel eletrônico da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que calcula a arrecadação em tempo real de tributos federais, estaduais e municipais. Inaugurado em 20 de abril de 2005, o equipamento fica instalado na sede da associação e também pode ser acompanhado via internet.
 
A ferramenta foi criada em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) e também permite comparações sobre o que se poderia fazer com o valor arrecadado – como quantidades de cestas básicas que poderiam ser compradas ou quantos postos de saúde poderiam ser construídos.
 
Em 2013, a marca de R$ 900 bilhões foi batida uma semana mais tarde, em 27 de julho. Ao final do ano, o recolhimento de impostos havia batido o recorde de R$ 1,7 trilhão.
 

Enquanto isso, a Probabilidade de país estar em recessão é de 90%

 

A probabilidade de a economia brasileira já estar em recessão é de 90%, aponta estudo entregue com exclusividade ao Broadcast pelo Banco Cooperativo Sicredi. O trabalho tomou como premissa o critério de classificação de recessões do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ou seja, a avaliação de séries econômicas de diversos indicadores que podem identificar o curso de um declínio na taxa de crescimento antes de se confirmar uma recessão técnica de dois trimestres seguidos de Produto Interno Bruto (PIB) negativo.

Existem duas ou mais formas de classificar recessões econômicas, afirma o economista do Sicredi, Pedro Ramos. A mais usual é aquela que aceita como tal o registro de dois trimestres consecutivos de PIB negativo. "Nós pegamos uma série de variáveis e indicadores antecedentes e coincidentes para ver se neste momento estamos ou não em recessão", explica o economista. “Nosso principal resultado é que estamos com 90% de chance de já estarmos em recessão no segundo trimestre", anotou Ramos. Para ele, muito dos 90% de probabilidade de a economia estar em processo de declínio na sua taxa de crescimento se deve ao mau comportamento da indústria.

Além disso, colabora para o mau momento da economia o fato de que em outras épocas, a despeito de a indústria não crescer ou crescer menos, a agropecuária e os segmentos de serviços mostravam taxas destacadas de crescimento.

Agora, observa Ramos, serviços e agropecuária estão crescendo menos. "Caracteriza-se assim um quadro que não acontecia desde 2009. Agora, as diversas variáveis de confiança estão caindo para níveis não vistos antes", afirma.