Eleições 2014: Marina Silva passa como furacão por Brumado

A passagem da presidenciável Marina Silva (PSB) e da candidata ao governo da Bahia, Lídice da Mata (PSB), pelos municípios de Brumado e Vitória da Conquista, neste sábado (06), foi como um furacão que arrastou  multidões pelas ruas e Praças. Segundo analistas políticos. faltou organização e mais segurança ao evento, porém não se esperava tanta gente.

Apesar disso, não foi registrado nenhum incidente. Caravanas saíram de diversas cidades da região para prestigiar a passagem de Marina Silva pela capital do minério e por Conquista. Em Brumado, devido a falta de segurança, a frustração dos populares é que Marina não desceu do carro onde estava para participar da caminhada como estava na programação do evento. Mesmo assim, a multidão seguiu eufórica o veículo no qual a candidata era conduzida. Já no palanque, o ex-prefeito e candidato a vice-governador, Eduardo Vasconcelos, foi o anfitrião das comitivas.

Em sua fala, ele declarou o orgulho em estar recebendo junto com a população brumadense uma candidata à presidência da república. Vasconcelos declarou que o tempo do PT no governo está “medido, pesado e contado”. Também no palanque a candidata ao senado, Eliana Calmon, e o vice de Marina, Beto Albuquerque, também discursaram.

Eleições 2014: Marina Silva passa como furacão por Brumado

Todos que falaram no evento lembraram de Eduardo Campos, que morreu em um trágico acidente aéreo na cidade de Santos. Cautelosa, Marina Silva aproveitou para se defender das acusações de que acabaria com o programa Fome Zero e outros programas sociais caso eleita. Na coletiva de imprensa, a presidenciável alfinetou os adversários apontando que os mesmos estão preocupados em atacá-la e ainda não apresentaram um programa de governo.

Eleições 2014: Marina Silva passa como furacão por Brumado

“Dilma e Aécio ainda não apresentaram seus programas de governo, apenas pontos genéricos para pretender ganhar uma eleição”, disparou a candidata. Em seguida, Marina disse que os programas de crescimento elaborados pelo PT fracassaram com o governo Dilma, deixando a política econômica desacreditada e o Banco Central sem autonomia. Marina ainda tirou várias fotos com os eleitores e pegou crianças que pediam colo. Ao final, se despediu do público dizendo que aguarda uma resposta positiva da população.

Marina Silva, ainda classificou como "ilação" citarem o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, morto em 13 de agosto, nas delações premiadas feitas pelo ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa. Sem se aprofundar no tema, Marina afirmou que "o fato de haver um investimento da Petrobras em seu Estado não dá o direito, a quem quer que seja, de colocá-lo (Campos) na lista dos que cometeram irregularidades" na empresa. "Neste momento, todo o Brasil aguarda as investigações dos desmandos da Petrobras, que estão ameaçando o futuro da empresa e o futuro do pré-sal", disse. "O governo tem de explicar a má governança que ele fez na Petrobras, levando essa empresa que sempre foi exitosa e respeitada dentro e fora do Brasil a quase uma total falência.

Algumas coisas não podem continuar.". Ela ainda aproveitou para ironizar os recentes ataques que tem recebido por parte da campanha da candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT), que critica a suposta falta de prioridade que o programa de governo de Marina dá à exploração de petróleo e que levanta a suspeita de futura privatização da empresa. "Quem está ameaçando o pré-sal não somos nós, nós vamos manter a exploração no pré-sal e usar os recursos para a saúde e para a educação, para que a gente tenha conhecimento, ciência, tecnologia, informação, para ajudar a melhorar o futuro do Brasil", disse. "Quem ameaça o pré-sal é a corrupção que está assolando a Petrobras.". O candidato a vice-presidente na chapa de Marina, Beto Albuquerque, também defendeu Campos das acusações. "Repudio as ilações e a vilania que estão tentando fazer contra Eduardo Campos depois que ele morreu", disse. "Quando ele estava vivo, não tinham coragem de enfrentá-lo. Agora, começam a levantar acusações, como se ele pudesse se defender.

MARINA EM CONQUISTA

Já em Vitória da Conquista, uma multidão foi à Praça Barão do Rio Branco para abraçarem e ouvirem as palavras de Marina Silva para Vitória da Conquista e toda a região sudoeste. A candidata, apesar de muito assediada, demonstrou a mesma humildade e postura que lhe é peculiar. Juntamente com o candidato a vice e presidente da coligação “Unidos Pelo Brasil”, ao lado de Lídice da Mata (PSB), candidata ao governo da Bahia, e Eliana Calmon (PSB), ex-ministra do Supremo Tribunal de Justiça e candidata ao cargo de senadora, agradaram a todos com discursos firmes e sem ataques, apenas apresentando uma nova forma de se fazer política e de administrar.

Em sua fala, a ex-ministra apenas rebateu os demais candidatos às eleições presidenciais, que estão fazendo uso da “indústria do boato, da mentira, da calúnia e da agressão” para buscar a vitória no pleito. A candidata pediu a seus eleitores que utilizem as redes sociais para combater as “mentiras que estão espalhando”.