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A base governista de Rui Costa, governador eleito pelo PT e que tomará posse dia 1º de janeiro de 2015, já conta com 44 dos 63 deputados. Em assim sendo, restariam na oposição apenas 19 parlamentares, um pouco mais do que neste segundo governo Jaques Wagner, mas, já aquém dos eleitos (em tese) pela oposição, num total de 22.
Isso significa dizer que Rui Costa, para usar uma expressão popular muito usada no meio político, "nadará de braçadas" na Assembleia e salvo um ou outro movimento reivindicatório mais organizado por categorias de trabalhadores estatais – professores, médicos, policiais, etc – a oposição não terá forças para brecar nada que venha do Poder Executivo. Admite-se, ainda, entre os governistas, que dificilmente RUi enfrentará uma greve de professores como aconteceu no governo Wagner; e movimentos paredistas da PM.
Esse é o sentimento que reina na Casa. Um outro dado expressivo sobre o comportamento das duas bancadas, da situação e da oposição, da conta que a oposição perdeu os 5 melhores parlamentares de sua bancada – Carlos Gaban (DEM), Paulo Azi (DEM), Elmar Nascimento (DEM), Luciano Simões (PMDB) e João Carlos Bacelar (PTN) – o primeiro desistiu de se recandidatar alegando que a campanha estaria muito cara para suas poses, três foram eleitos deputados federais e Luciano deu a vaga ao filho.
O núcleo duro da oposição ao governo Wagner na Assembleia era constituida exatamente por esses 5 parlamentares – experientes, conhecedores do regimento, bons oradores, persistentes – e mais Carlos Geilson (PTN), em primeiro mandato, muito preocupado com Feira de Santana; Bruno Reis (PMDB) com muita gritaria no plenário; Leur Lomanto Jr, mais equilibrado; Targino Machado (DEM), atirador da metralhadora giratória; Pedro Tavares (PMDB) e Adolfo Viana (PSDB), o qual melhorou bastante no final da legislatura.
Então, serão esses jovens parlamentares – Bruno Reis, Pedro Tavares, Adolfo Viana, Tom Araújo – e mais os experientes Targino e Geislon que vão fazer o trabalho que era realizado por Azi, Elmar, Gaban, Bacelar e Luciano. Nenhum deles tem a malícia e a verve de Luciano; nenhum deles tem a experiência e o traquejo de Azi; nenhum deles conhece os mecanismo da lei como Elmar; e nenhum deles é tão virulento em ataques como João Bacelar e Gaban.
Gaban, então, deu muito trabalho ao líder da Maioria, deputado Zé Neto, e quase todas os projetos de lei enviados por Wagner com a rubrica urgente, o que não dava tempo para uma análise mais detalhada, tinha em Gaban um forte opositor. Primeiro porque estudava os projetos mesmo na urgência e segundo porque com a sua experiência abordava as questões vitais dos projetos, os pontos fracos e que não foram poucos no governo Wagner, sua Casa Civil errando muito.
Provavelmente, Bruno Reis (PMDB) será o líder das oposições. Creio que Adolfo Viana (PSDB) se tiver uma presença mais firme no plenário poderá surpreender; assim como, o deputado Leur Lomanto Jr, mais presente e mais estudioso das matérias. Targino Machado é insubmisso. Ninguém controla. Pode disparar pronunciamentos virulentes contra Rui, como fez com Wagner, mas, seria mais em seu nome pessoal do que da bancada. Tom Araújo, se quiser, pode melhorar sua atuação. E Pedro Tavares, idem. Sandro Régis também pode ser valoroso se deixar de apenas seguir o noticiário dos jornais.
Quanto aos novos é dificl saber. O filho do governador Paulo Souto, Fábio Souto (DEM), o qual teve uma atuação apagada na Câmara dos Deputados tem sua chance de aparecer e bem. Só vai depender dele.
Na situação, o bloco da Maioria hoje comandado por Zé Neto (PT), que poderá dar sequência a esse trabalho, todos os petistas que compunham a base sólida de Wagnber foram reeleitos. E, se já eram experientes – Joseildo, Zé Raimundo, Paulo Rangel, Galo, Luiza Maia, Fátima – estão agora mais experientes e calejados e terão a ajuda da bancada do PSD, com Alan Sanches o melhor deles; do PDT, com Marcelo Nilo o melhor deles; PP – comenta-se que Eduardo Salles pode surpreender; do PCdoB, Jean Fabrício o melhor deles; e do PSB – que provavelmente comporá a situação – com Manassés e Fabíola; e os demais componentes que mais votam do que falam ou defendem o governo.
Vê-se, portanto, como Rui começa sua gestão de forma confortável na Assembleia Legislativa podendo até, se quiser, ajudar na eleição do novo presidente da Casa do partido que tem a maior bancada, por coincidência, também seu partido, o PT. Rosemberg Pinto está doido por isso.
