
Vindo de Vitória da Conquista, no sul da Bahia, para ser diplomado deputado estadual pelo PMDB, o radialista Herzem Gusmão (PMDB) recebeu o certificado de primeiro suplente da coligação da oposição.
“Estou sem entender. Tinha um impasse em Brasília, mas consegui uma medida liminar e, inexplicavelmente, descobri que votos de um petista foram validados. Não sei nem quem a pessoa é.
Deus está no comando e meus advogados estão trabalhando para reverter essa situação”, disse, em entrevista ao Bahia Notícias, nesta segunda-feira (15). Desta forma, o cargo de “último” deputado fica com o petista Marcelino Galo.
Candidato a deputado estadual pelo PMDB, o radialista Herzem Gusmão conseguiu, neste domingo (14), uma liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que garante a ele o direito de ser diplomado, nesta segunda-feira (15), deputado estadual da Bahia para a legislatura de 2015-2018.
Com a medida, o petista Marcelino Galo, não deveria ocupar a última vaga destinada à chapa do PT, ficaria de fora da Assembleia Legislativa. Em contato com o Bahia Notícias, o advogado do peemedebista, Ademir Ismerim, relatou o trâmite do processo. “Conseguimos agora, no final da tarde, esta medida liminar expedida pelo ministro Admar Gonzada e Gusmão vai ser empossado deputado.
Ele estava inelegível por oito anos, mas entrei com uma medida cautelar para dar efeito suspensivo a condenação e, em outubro, a ministra Luciana Lóssio concedeu liminar que suspendeu a inelegibilidade dele”, explicou. Com a decisão, o ministro pediu celeridade ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). “Comunica-se com urgência ao TRE da Bahia, uma vez designada para a data de amanhã a cerimônia de diplomação”. Gusmão chega ao cargo após conseguir a quantia de 40.876 votos no pleito deste ano.
Marcelino Galo evita comentar recurso de Herzem, mas diz ter certeza de cargo
Diplomado junto com Herzem Gusmão (PMDB), que pode tomar sua vaga na Assembleia Legislativa, o deputado Marcelino Galo (PT) não quis comentar a liminar que o peemedebista conseguiu, neste domingo (15), na Justiça e que permitiu que Gusmão fosse diplomado como suplente. “Não gostaria de comentar.
O importante é o que será garantido nas eleições”, disse, em referência à sua votação de 39.360 votos – menos do que os 40.876 obtidos pelo peemedebista. Ainda de acordo com o petista, já houve uma recontagem dos votos e ele disse ter “certeza” que irá tomar posse no cargo.

