A Lei da Ficha Limpa deve voltar a ser julgada no Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima quarta-feira (15). Estão na pauta as três ações que tratam da validade da norma, cuja análise começou em novembro de 2011. O julgamento será retomado com o voto do ministro Antonio Dias Toffoli, que interrompeu a votação com um pedido de vista em 1º de dezembro. Até o momento, foram registrados dois votos favoráveis à lei. O relator, ministro Luiz Fux, votou pela legalidade da norma, mas entendeu que alguns ajustes precisariam ser feitos. Ele defendeu, por exemplo, que o político que renunciasse para escapar de cassação só ficaria inelegível depois que houvesse processo contra ele na Comissão de Ética. A mudança foi criticada pela imprensa e pela opinião pública, que viram brechas para que políticos escapassem da punição. Fux voltou atrás em sua proposta quando o julgamento retornou ao plenário, já em dezembro, após pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa. Em seu voto, Barbosa também votou pela constitucionalidade integral da Lei da Ficha Limpa.
Caso seja aprovada, milhares de postulantes aos cargos de prefeitos e vereadores, serão impedidos de candidatarem-se, o que dará maior transparencia e sensação de justiça no pleito. Alguns figurões da nossa região, que após serem flagrados em falcatruas, à exemplo de ex-deputados, ex-prefeitos e ex-vereadores com problemas de processos judiciais, não terão nem a oportunidade de serem reprovados pelo povo nas urnas, o próprio STF se encarregará de eliminá-los da vida pública por muito tempo.
