Em meio a tantos produtos brasileiros exportados para a China, surgiu, recentemente, um novo objeto do desejo que faz parte das nossas riquezas naturais, que já foi muito útil no desenvolvimento do país, cantado e homenageado pelo rei do baião Luis Gonzaga. O nosso Jumento hoje abandonado à própria sorte, muitas vezes expulso das fazendas pelos seus antigos donos, passando a perambular pelas márgens das estradas, agora pode virar luxuoso produto de exportação. Pena que será abatido no seu destino final.
O popular jegue nordestino, agora é objetto de um acordo entre o Brasil e o país asiático liberando intercâmbio de asnos, que são utilizados na China na indústria de alimentos – isso mesmo, eles comem carne de Jegue e ainda utilizam partes do animal para diversas outros subprodutos, como na linha de cosméticos.
Os chineses pretendem importar 300 mil jumentos por ano do Nordeste, onde o animal é encontrado em abundância. Além de movimentar a economia local, a iniciativa ainda vai resolver o problema de excesso de oferta de jegues na região.
Com as facilidades de financiamento, houve um crescimento muito grande do uso de motos para o transporte local e os jegues estão perdendo espaço para a concorrência.
Em junho de 2011, um grupo de empresários chineses percorreu o Nordeste, desde a Bahia até o Rio Grande do Norte, conversando com fazendeiros e políticos.
Aos políticos locais, o grupo propôs um programa de garantia de compra dos burros a preços de mercado, envolvendo até linhas de crédito, por meio de um sistema batizado de Projegue. Mas o projeto ainda não deslanchou.
Segundo o secretário-adjunto de Agricultura da Bahia, a exportação dos jumentos resolveria um problema regional, principalmente na região do sertão, onde a expansão econômica recente fez os moradores trocarem o uso histórico do jegue como meio de transporte para adotar as motocicletas.
Na nossa região, não é difícil flagrar pessoas levando ests animais para longe da sua cidade, desovando os jumentos em municípios vizinhos. Já teve jumento que fez o mesmo percurso três vezes. Que triste sina, O asno hoje, infelizmente só serve para causar acidentes nas estradas. Quem sabe com esse intercâmbio não se solucione esse problema regional, que mesmo gerando certa renda aos criadores, entristece e empobrece a cultura do sertão.
