Iniciada há 10 meses, a obra de implantação da Adutora do Algodão, na região de Guanambi, sudoeste baiano, está em ritmo acelerado, com quase 80% da obra concluída e mais de metade da estrutura da estação de tratamento de água, na localidade de Julião, montada.
O investimento, no valor de R$ 76 milhões, tem caráter emergencial e faz parte de uma parceria entre o governo federal, por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), e do Governo do Estado, via Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa), com a finalidade de resolver definitivamente problema de escassez de água para abastecimento humano na região de Guanambi.
Com a implantação da adutora, água de qualidade e em quantidade suficiente abastecerá aproximadamente 250 mil pessoas nas sedes municipais de Malhada, Iuiú, Palmas de Monte Alto, Candiba, Pindaí, Matina, Guanambi. O município de Caetité será beneficiado apenas nas localidades de Maniaçu, Pajéu do Vento e Brejinho das Ametistas (município de Caetité). A adutora levará água ainda para Ceraíma, Mutãs e Morrinhos (em Guanambi), Julião (Malhada), Guirapá (Pindaí), Pilões (Candiba) e Ibitira (Rio do Antônio).
Para que a adutora leve também água para a sede do município de Caetité, precisa de intervenções complementares que dependem de estudos e levantamentos sobre as estruturas de reservação de água, distribuídas ao longo do sistema, que foi projetado para distribuir 450 litros por segundo. Nesse caso, faltou força política, ou interesse do Prefeito Municipal e seus deputados que se dizem governistas, que em momento nenhum pensou em resolver também o problema de água para Caetité. A falta de planejamento é tanta, que a adutora trará água para Maniaçu e no entanto, um convênio com a INB está providenciando a utilização da água do Poço do Pinga para aquele distrito.
A adutora levará água para Ibitira, Brejinho, Maniaçu, deixando a sede de Caetité rodeada de canos, mas a população terá que conviver com o descaso da Embasa. Isso é falta de visão política.
