Falta mais de um ano para as próximas eleições, entretanto, o Partido dos Trabalhadores parece não querer perder tempo e já começa a botar o bloco na rua. Em resolução, a direção estadual da sigla oficializou os quatro nomes que irão brigar para suceder o governador Jaques Wagner. O senador Walter Pinheiro, os secretários estaduais do Planejamento, José Sérgio Gabrielli e da Casa Civil, Rui Costa, e o ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, foram os escolhidos. A briga agora é pela viabilização. Dizem que os mais fortes são os dois secretários, sendo que Gabrielli seria o preferido de Lula, enquanto Costa teria a benção de Wagner. Com a divulgação dos quatro nomes, caem por terra ao anseios de outros três petistas, Nelson Pelegrino, Moema Gramacho e Guilherme Menezes, que também haviam expressado o anseio de disputar o cargo.
Outra grande dor de cabeça que o Governador e a cúpula petista enfrentará, é a inquietação e os ciúmes de aliados do partido, que sonhavam em ser candidatos oficiais, à exemplo do presidente da Assembléia Legislativa Deputado Marcelo Nilo e um dos mais fortes concorrentes, o vice-governador da Bahia Otto Alencar, que inclusive já se movimenta nas bases, recebe prefeitos e lideranças, articulando a sua campanha.
Pelo visto, com a determinação de Otto Alencar em ser candidato, ele que foi do grupo Carlista, as coisas poderão tomar rumos inesperados. Existem apostas de que se não for indicado, Otto poderá se unir a oposição e junto com Geddel, Paulo Souto e ACM Neto, formar uma frente contra o PT nas próximas eleições.
Existem para piorar a situação do PT, outros partidos que já demonstraram descontentamento, o PP de Mário Negromonte e João Leão, o PSB de Lídice da Mata, dentre outros que poderão, se não abrir, fazerem corpo mole e deixar o barco de Wagner e companhia pegar fogo. Decisão precipitada essa do PT, que pode desencadear um racha e reviravoltas na política baiana.
